Notas do Editor

Inspirações do RFID Journal LIVE! Brasil 2013

A adoção de RFID no Brasil ainda está atrás dos Estados Unidos e da Europa, mas as empresas estão implantando a tecnologia e provedores de solução estão inovando

Por Mark Roberti

13 de novembro de 2013 - Na semana passada, o RFID Journal realizou a segunda edição do anual RFID Journal LIVE! Brasil, com conferências e exposições, em São Paulo. O evento atraiu 375 participantes, ligeiramente abaixo dos 400 que recebeu em 2012, devido, talvez, ao fato de que a economia do Brasil não está tão forte agora como há um ano. Mas o crescimento econômico mais lento também pode incentivar as empresas a tornarem-se mais sérias sobre a implantação de tecnologias de identificação por radiofrequência. Eu ouvi de inúmeros expositores que os usuários atuais e potenciais têm projetos específicos em mente e falam sobre o investimento em RFID para melhorar eficiências.

Apresentamos alguns grandes projetos de RFID durante a conferência. A Veiling Holambra, de São Paulo, maior distribuidor de flores e plantas da América Latina, explicou como está empregando RFID para identificar e rastrear bens reversíveis (leia em Cooperativa rastreará distribuição de flores). A Deca, um dos principais fornecedores de cerâmica e metais do Brasil, apresentou um estudo de caso sobre como está usando RFID para monitorar os movimentos dos produtos entre suas unidades fabris e de distribuição.

A MAN, uma das maiores fabricantes de caminhões do mundo, discutiu como está utilizando RFID para rastrear embalagens retornáveis e prateleiras usadas para as partes de transporte. A TEVEC, fornecedor de tecnologia logística, mostrou como está empregando tecnologia baseada em RFID, junto com modelos termodinâmicos e dados de análise, para melhorar a rastreabilidade e confiabilidade na cadeia de suprimentos. A Vale, principal empresa de mineração do Brasil, revelou como utiliza RFID para controlar e monitorar Certificados de Saúde Ocupacional e requisitos de instrução para atividades críticas, a fim de melhorar a segurança e cumprir normas.

Ouvi um monte de outros grandes projetos que ainda precisam ser tornados públicos, incluindo várias iniciativas de varejo com grandes empresas brasileiras. Um representante da TCG, um dos nossos expositores, contou-me que a sua empresa implantou um sistema de RFID numa empresa brasileira para rastrear 10 milhões de documentos. E a ITS-RFID desenvolveu uma solução para monitoramento de explosivos, implantado por vários grandes fabricantes.

Além disso, algumas das soluções que vi foram emocionantes. A Hewlett -Packard Brasil, por exemplo, teve várias apresentações em seu estande. Uma delas envolveu um armário inteligente que torna mais fácil aos varejistas ver quais cartuchos de tinta precisam ser repostos para venda. Outra apresentou um caso de 60 cartuchos de tinta, cada um contendo uma tag RFID EPC UHF passiva, interrogada quando o cartucho passa pelo leitor em um túnel. E um terceiro mostrou um sistema automatizado para leitura de etiquetas em pallets de 72 impressoras.

O que me impressionou sobre a demo da HP foi que, em cada caso, os dados coletados a partir da tag lida estavam sendo carregados na nuvem e, em seguida, exibidos dentro de um ou dois segundos em um computador tablet. A Hewlett-Packard planeja desenvolver ferramentas que podem ser executadas no topo desta infraestrutura, o que permitiria aos usuários finais criar soluções personalizadas. Por exemplo, um cliente poderia criar um aplicativo de navegação que compara ordens contra a tag lida e alerta um trabalhador via mensagem de texto, se a ordem estiver incorreta. Outras empresas têm portado soluções para a nuvem, mas não tenho conhecimento de qualquer empresa que ofereça o nível de personalização que a HP pretende fornecer.

Deixei o evento convencido de que o Brasil, em pouco tempo, se tornará um dos maiores mercados do mundo para identificação por radiofrequência. Estou ansioso para o evento do próximo ano.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.

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