Notas do Editor

A RFID em um mar de rosas

Investimento da Cooperativa Veiling Holambra revela que o uso da tecnologia pelo setor de agronegócios vai muito além do Chip do Boi

Por Edson Perin

12 de setembro de 2013 - Em todas as palestras que apresento sobre a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), relato os avanços trazidos para a pecuária brasileira pelo Chip do Boi, que permite não apenas o rastreamento e localização de cada indivíduo de um rebanho, mas o controle de todo o histórico de cada animal, como sua origem, quem são os seus progenitores, quais vacinas tomou ao longo de sua vida etc.

Edson Perin, editor do RFID Journal Brasil
Por uma necessidade de adequação do gado brasileiro às imposições de importadores internacionais, especialmente europeus, o brinco com o Chip do Boi passou a ser utilizado no Brasil. Mas o que era para ser apenas um ajuste à imposição de clientes virou uma nova oportunidade de negócios, já que a RFID permitiu a alguns pecuaristas brasileiros competir no mercado de carnes gourmet, garantindo um aumento expressivo de faturamento destes produtores.

Além disso, deve-se considerar que o setor de agronegócios não se resume à pecuária. E as vantagens obtidas com a RFID também não se esgotam no rastreamento, localização e registro de bois. A matéria sobre a Cooperativa Veiling Holambra (CVH), que decidiu por uma solução com RFID para agilizar sua cadeia de abastecimento de flores e plantas ornamentais, mostra exatamente isto (leia em Cooperativa rastreará distribuição de flores).

Para produzir esta matéria, conversei com o executivo Francisco Roberto Pereira, da CVH, que me contou que a cooperativa decidiu adotar a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para reduzir custos, aumentar o controle dos estoques, eliminar rupturas na distribuição e maximizar os ganhos. Ou seja, basicamente, o que estão fazendo é focar nos benefícios da tecnologia na cadeia de distribuição.

Pereira, coordenador de logística da cooperativa, fará uma apresentação ao vivo sobre o projeto da CVH no evento RFID Journal LIVE! Brasil, a ser realizado nos dias 6 e 7 de novembro, no Espaço APAS – Centro de Convenções, em São Paulo.

O projeto prevê a identificação individualizada de todos os carrinhos, divisórias, cestos, suportes e porta vasos da cooperativa. Para isto, serão empregadas mais de 1 milhão de tags RFID EPC Gen2 UHF, monitoradas e controladas por leitores móveis e portais fixos, em todos os processos logísticos da CVH envolvendo fornecedores e clientes.

Além de este projeto significar uma grande oportunidade de negócios para os fornecedores de RFID no mercado brasileiro, ficou claro para mim que as oportunidades para o Brasil se modernizar dependem basicamente da ousadia dos profissionais que reconhecem uma tecnologia e investem para colher os seus frutos – neste caso, flores. Parabéns à equipe da CVH.

  • « Anterior
  • 1
  • Próximo »