Notas do Editor

A porta de entrada da RFID

A tecnologia tem aceitação crescente em setores onde tem impacto reconhecido no aumento do desempenho dos negócios e na redução de custos

Por Edson Perin

12 de agosto de 2013 - Testado e aprovado. Todas as vezes em que vi esta frase escrita em um produto, pensei: e quando algo novo surgir? Quem vai ter coragem de testar para aprovar ou desaprovar? A vida nos ensina e responde muitas questões.

O conhecimento é fruto do teste, do experimento e da incerteza, mas também deriva de uma pitada de ousadia e coragem. Além disso, normalmente, quem testa primeiro e descobre algo que resolve um problema de negócios, por exemplo, colhe os benefícios antes dos outros e ganha uma experiência bem maior antecipadamente. Podemos dizer que este fenômeno continua se repetindo com a RFID já há alguns anos.

Edson Perin, editor do RFID Journal Brasil
Algo está mudando no que se refere a esta tecnologia, no entanto. Como muitos testes já foram realizados exaustivamente e pilotos implantados, hoje já se tem a plena noção de que a tecnologia funciona, sem sombra de dúvidas. Pode-se dizer, então, “testada e aprovada” para diversos casos.

O ramo de varejo de vestuário ocupa um destes pontos de “conforto”, já que testes e operações completas mostram seus resultados efetivos, tanto para garantir ganhos de eficiência como para reduzir custos. Este segmento de mercado tem sido uma das grandes portas de entrada da tecnologia, junto com as operações de logística de diversos setores e empresas de manufatura em diversas verticais.

Na última sexta-feira, conversei separadamente com dois executivos especializados em RFID: um com foco no mercado brasileiro, Wagner Bernardes, da Seal; e outro internacional, Enzo Blonk, do escritório da GS1 em Bruxelas. Os dois me abasteceram de informações que mostram a evolução da RFID, tanto no mercado local, como no globalizado. Em ambas as conversas, devo adiantar, a visão é positiva.

No Brasil, a Seal está contratando um executivo para cuidar exclusivamente da área de RFID, como forma de dar uma resposta para o aumento da demanda por informações sobre a tecnologia e para tornar essas demandas leads de negócios. Nesta conversa com Bernardes, os mercados mencionados como de maior adesão imediata são os de varejo de vestuário, logística de um modo geral e manufatura.

Depois de alguns minutos no trânsito de São Paulo, circulando com minha scooter, pois seria impossível cumprir a agenda em pontos tão distantes da cidade, se eu estivesse de carro, encontrei-me com Blonk na sede da GS1 no Itam Bibi. Após uma longa conversa, constatei que com algumas variações, os focos de investimento globais na tecnologia são basicamente os mesmos, ou seja, varejo de vestuário, logística e manufatura, acrescidos dos ramos de petróleo e gás e pedágios.

Em suma, todos os segmentos de mercado onde já se pode colocar uma plaquinha de “testado e aprovado”. O que me faz concluir que ainda há um espaço generoso para empreendedores ousados, interessados em liderar a transformação de seu segmento de negócios.

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