Notas do Editor

RFID e os negócios no Século XXI

Palestrantes do “Brasil em Código” apontam a tecnologia como solução para atingir o controle total e preciso dos estoques, reduzir custos e realizar novos negócios

Por Edson Perin

12 de junho de 2013 - O evento “Brasil em Código”, promovido pela GS1 anualmente em São Paulo, tem funcionado como um termômetro sobre a evolução do uso de tecnologias como a de identificação por radiofrequência (RFID) para rastreamento e automação de cadeias de suprimentos (supply chain), entre outras incontáveis soluções inovadoras, grande parte delas já delas descritas em matérias do RFID Journal Brasil.

Edson Perin, editor do RFID Journal Brasil

Em 2012, por exemplo, houve alguns casos de sucesso de RFID apresentados por palestrantes como o Capitão Robson Peixoto, da Força Aérea Brasileira (FAB), que transformou uma operação manual, demorada e custosa de separação e envio de uniformes para oficiais em um processo rápido, automático e com custo espantosamente inferior (leia mais em Aeronáutica brasileira reduz mais custos com novo projeto de RFID). O retorno sobre o investimento (ROI) na tecnologia foi atingido em poucos meses e uma nova etapa de evolução do projeto da FAB, agora com enfoque no fardamento dos soldados, já está em andamento.

Neste ano, o evento da GS1 Brasil – realizado no dia 11 de junho – revelou a RFID como uma tendência obrigatória e geradora de grandes oportunidades, inclusive tendo uma grande rede varejista brasileira como usuária da tecnologia para solucionar problemas de controle de estoque e distribuição de produtos alimentícios de pesos variáveis, como peixes, carnes, aves etc. A vantagem da RFID é absoluta, pois a tecnologia entrega o que nenhuma outra consegue, segundo Paulo Leônidas, diretor de abastecimento do Grupo Pão de Açúcar, um dos palestrantes do “Brasil em Código 2013”.

Além da apresentação de cases de RFID reconhecidos, como o da HP, cuja fabricação de impressoras no Brasil se beneficia do uso da tecnologia para manufatura, comercialização e, inclusive, para o manejo da chamada logística reversa por meio de um programa premiado internacionalmente chamado Smart Waste (leia mais em Extraindo novo valor de impressoras antigas), a identificação por radiofrequência foi mencionada em todas as palestras como a tecnologia que sustentará o avanço dos negócios neste século, especialmente quando se fala no conceito de Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT).

Portanto, uma das conclusões a que chegaram os palestrantes foi o fato de não haver como se alcançar eficiência e ganhos efetivos com o chamado omni channel – que considera a realização simultânea de vendas de produtos tanto em lojas físicas como online por uma mesma empresa, inclusive permitindo ao consumidor interagir na loja física com a loja online – sem que se tenha um controle efetivo de 100% dos produtos em estoque, com precisão igualmente de 100%.

Sendo assim, as empresas que já são competitivas hoje, que utilizam as tecnologias digitais para garantir o bom desempenho de seus negócios, que têm uma gestão eficiente e custos controlados estão prontas para usar a RFID e entrar nos negócios do Século XXI. Quem deixar os competidores saírem na frente, terá perdido tempo e, possivelmente, mercado.

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