Notas do Editor

Carrier eleva manufatura a patamar superior

O objetivo de aumentar a segurança foi alcançado. "Houve uma redução de risco significativa", diz Suresh. "Em se tratando de transporte, tínhamos a interface de operadores ocorrendo em áreas de alto tráfego nas unidades. Estamos eliminando completamente esse aspecto do trabalho."

Houve de 80% a 90% de redução de erros de envio e a produtividade saltou para além de 33%. "Com a redução de custos estruturais podemos colher benefícios ainda maiores", disse ele. "Este foi um projeto muito bem sucedido para nós".

Os benefícios para a empresa são significativos. Mas Suresh levantou um ponto muito interessante em uma entrevista após sua apresentação: os benefícios não poderiam ter sido alcançados sem RFID. "Nós já tínhamos atingido um determinado nível de desempenho, de modo que os métodos tradicionais de engenharia industrial para obter mais produtividade não dariam mais certo", afirmou. "Tivemos que mudar nossa abordagem e RFID foi a única solução".

Tenho dito a executivos seniores há vários anos que a única forma de alcançar melhorias significativas de processo, bem como grandes saltos de produtividade e eficiência, dada à melhoria de produtividade já alcançada durante as duas últimas décadas, é se concentrar em uma nova tecnologia, com novas capacidades, ou seja, RFID.

Claro que a RFID não garante magicamente um enorme impulso na produtividade. Como a Carrier, as empresas devem adotar uma abordagem disciplinada. Mas a RFID permite que os fabricantes possam agilizar os processos, reduzir os erros e gerenciar objetos do mundo real, matérias-primas, o trabalho em processo, ferramentas, produtos acabados e assim por diante, de uma maneira que não era possível antes. Aqueles que entendem isso serão capazes de levar as suas operações para um nível superior.

Mark Roberti é o fundador e editor do RFID Journal.