Notas do Editor

Oportunidades de um mercado “coopetitivo”

Aqueles que souberem aproveitar o momento atual para criar bons relacionamentos no mercado de RFID poderão fazer grandes negócios hoje e no futuro

Por Edson Perin

28 de fevereiro de 2013 - Caras leitoras e caros leitores, estou escrevendo esta que é a minha primeira coluna como editor do RFID Journal Brasil, cargo que já ocupo desde novembro de 2011, por dois grandes motivos. O primeiro e muito importante, pois tem um significado especial para mim, é que o fundador e editor do RFID Journal, Mark Roberti, confiou a mim a tarefa de escrever este “editorial brasileiro” quando, em novembro do ano passado (2012), realizamos com muito sucesso o primeiro RFID Journal LIVE! Brasil, no Espaço APAS, em São Paulo (SP) (para saber mais sobre o evento clique aqui).

O segundo grande motivo, e que muito me satisfaz também, deve-se ao fato de haver uma grande quantidade de coisas sobre o mercado de RFID as quais estou tendo a oportunidade de ver e conhecer e que gostaria de compartilhar com você, leitora e leitor, com mais frequência: uma visão privilegiada deste setor.

Há muitas oportunidades para os profissionais brasileiros começarem a colher resultados da tecnologia RFID, no Brasil e no mundo. Muitos novos relacionamentos entre profissionais estão se estabelecendo e muito pode ser feito se todos adotarem uma postura bastante peculiar do mercado de TI (Tecnologia da Informação) que é a de “coopetir” – não, não escrevi errado: quis dizer coopetir mesmo. Coopetir significa cooperar e competir, tudo ao mesmo tempo.

O que quero dizer com isso. Vamos analisar uma situação hipotética com duas grandes empresas de TI como a HP, a maior do mundo, e a Microsoft. Vamos supor que as duas companhias estejam disputando a conta de um grande cliente, um banco, por exemplo, oferecendo soluções diferentes para resolver um mesmo desafio de negócios, que pode ser um processo de trabalho lento, um problema no fluxo de tomada de decisões ou ainda uma questão de segurança da informação. Nada mais natural e comum em todos os mercados que as empresas mantenham sigilo uma da outra sobre o que estão oferecendo ao cliente. Isto é competição!

Então, vamos imaginar que a HP tenha vencido a concorrência e que seu projeto passará a ser implantado no banco. Em um momento qualquer da implantação dos sistemas será necessário integrar a solução com os computadores pessoais e servidores X86 do banco, todos rodando versões do Windows... de quem? Da Microsoft. Neste caso, tanto HP como Microsoft passarão a trocar informações para fazer a solução atingir os resultados esperados, afinal as duas são fornecedoras do mesmo banco e têm seus acordos de qualidade de serviços (SLAs), diretamente ou por meio de parceiros. Neste momento, funciona a cooperação.

Em diversos contatos que estou tendo desde os primeiros dias deste ano de 2013, tenho ouvido histórias espetaculares e vibrantes, que me deixaram ainda mais entusiasmado com as oportunidades de mercado que estão surgindo para investidores, empresas de tecnologia e também, e principalmente, para os usuários das soluções de identificação por radiofrequência (RFID). E muito tenho me surpreendido com o espírito de “coopetição” que já vem embutido.