Notas do Editor

Previsões para RFID em 2013

Será mais um ano de progresso constante e consolidação

Por Mark Roberti

7 de janeiro de 2013 - Todo ano, há prognósticos que anunciam: "Este é o ano da RFID". Até o momento, estes prognósticos não foram corretos. A questão, para mim, é a seguinte: será este o ano em que a tecnologia RFID atravessará o chamado "abismo de adoção pelo mercado"?

Aqueles que seguem esta coluna sabem do que eu estou falando quando falo em abismo: a definição de Geoffrey Moore para quando uma tecnologia atravessa o fosso entre pioneiros e a massa dos usuários de tecnologia. Para mim, o tal abismo será atravessado mais provavelmente pelo varejo de vestuário, mas eu acho que este ainda não é o ano para a indústria em geral. Deixe-me explicar por que.

Na obra Crossing the Chasm, Moore postula que várias condições devem existir antes de uma nova tecnologia ser amplamente adotada, incluindo um problema que nenhuma outra tecnologia possa resolver, uma solução única e uma massa crítica de usuários finais.

Normalmente, funde-se massa crítica em torno de uma única solução, tornando-se relativamente livre de risco para outras empresas seguir. Todos os varejistas de vestuário têm um problema de gestão de inventário complexo e aqueles que estão testando ou lançando soluções de RFID abraçaram a ISO 18000-6C como padrão para rastreamento.

O RFID Journal informou que 19 dos 30 maiores varejistas dos EUA estão analisando, testando ou empregando identificação por radiofrequência com muito mais intensidade do que na Europa, Ásia e América Latina. Mas provavelmente vão levar um ano ou dois para quem já está testando RFID alcançar a plena implantação – quero dizer usá-la para controlar todos os itens dentro de todas as lojas.

E vai levar tempo para aqueles que testam a tecnologia começarem a aplicá-la na prática. Então, pelo meu ponto de vista, a RFID não vai atravessar o abismo no varejo de vestuário antes de mais um ano ou dois – talvez três, dependendo das condições do mercado.

Neste ano, os varejistas de vestuário especializados e setores como calçados, joias, artigos esportivos e produtos eletrônicos irão avançar em testes, talvez com um pouco de implantação da tecnologia para valer, mesmo se não anunciarem isso publicamente.

Também vamos continuar a ver as implantações na saúde, para rastreamento de equipamentos hospitalares, sangue, amostras de tecidos e outros itens. No setor manufatureiro, vamos continuar vendo algumas empresas que implantam sistemas de rastreamento de trabalho em processo de inventário, ferramentas e produto acabado.