RFID Estudos de Caso

FAB reduz de 3,5 dias, em média, para 3 horas o tempo para embarque de carga

Com o objetivo de gerar ganhos em agilidade e eficiência operacional, o CELOG colocou em prática um projeto de automação de depósitos com o uso da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID)

Por Edson Perin

6 de dezembro de 2011 - A Força Aérea Brasileira (FAB) está realizando a modernização das operações do Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG), responsável por gerenciar a movimentação mensal de milhares de toneladas de materiais. Grande parte desses materiais circula entre a Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington (CABW), Comissão Aeronáutica Brasileira em Londres (CABE) e o Depósito da Aeronáutica no Rio de Janeiro (DARJ).

Com o objetivo de gerar ganhos em agilidade e eficiência operacional, o CELOG colocou em prática um projeto de automação de depósitos com o uso da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID). O projeto consistiu inicialmente na identificação, com a aplicação de etiquetas RFID, dos materiais expedidos pela Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington e Londres e posterior recebimento no Deposito da Aeronáutica no Rio de Janeiro.


Tenente coronel da FAB Rogers Ascef, gerente de TI e Logística do CELOG


As leituras dos dados das etiquetas RFID são realizadas por meio de quatro estações de leitura configuradas como portais – duas delas na Comissão da Aeronáutica nos EUA, para expedição aérea e marítima dos materiais; e outras duas no Depósito de Abastecimento no Rio, para recebimento, armazenagem e expedição dos materiais para os Postos do Correio Aéreo Nacional (CAN).

De acordo com o tenente coronel da FAB Rogers Ascef, gerente de TI e Logística do CELOG, o uso da tecnologia RFID provocou uma melhora sensível no processo de manuseio de cargas. O embarque de materiais do Exterior para o Brasil, que antes da adoção da tecnologia de radiofrequência podia demorar de três a quatro dias, passou a ser realizado em três horas.

Além disso, devido à complexidade dos materiais transportados, o processo de expedição costumava apresentar discrepâncias de 2% entre os registros documentados e a carga propriamente dita. Com RFID, houve uma queda do índice de erros para 0,005%.

A tecnologia implantada no projeto , da Seal Tecnologia, permite a busca de materiais nas áreas de armazenamento das diversas localidades ou leitura de tags de materiais que não foram realizadas pelos Portais RFID, por meio de três Coletores de Dados RFID.