RFID Estudos de Caso

Multinova reduz em 60% o tempo para separar pedidos

As primeiras medições apontaram uma otimização de tempo e mão de obra, atingindo picos de 60% de redução de tempo. Assim, a empresa implantou a contagem de estoques por RFID em suas maiores unidades fabris, localizadas em Farroupilha e São Paulo. Com a tecnologia, houve ganhos de tempo e precisão na contagem, sem paradas de fábrica. Os próximos passos previstos são ampliar a utilização de lotes de produtos, agilizando ainda mais o processo de carga, bem como fomentar da tecnologia para que os clientes também possam utilizar a tecnologia RFID e obter benefícios.

Atualmente, após a realização da produção, cada produto é transferido para o estoque de produtos prontos, passando pelo portal RFID antes de ser armazenado. Depois, no momento do carregamento de entrega, cada produto passa pelo portal novamente para separação do pedido e faturamento da Nota Fiscal.

Notebook registra a contagem realizada por RFID
De acordo com Paula Germana, gerente de controladoria da Multinova-RS, a experiência da implantação foi positiva. "[O papel da Akron foi] transmitir as informações necessárias para que se pudesse ter um melhor entendimento do processo com RFID, viabilizar a aquisição e instalação dos equipamentos e sistemas necessários, treinamento e acompanhamento do início do processo. A parceria e o envolvimento de todos foram fundamentais para a implementação ocorrer de modo rápido e preciso, buscando sempre os melhores resultados".

Segundo Paula, os processos manuais de bipagem de cada produto, pela etiqueta com códigos de barras, era um desafio muito grande, antes da RFID. "Em uma bobina fatiada existe uma etiqueta para cada fatia e o trabalho de separação dos produtos para carregamento se torna muito trabalhoso", explica. "Com RFID, tivemos maior agilidade na separação pois com o portal a leitura ocorre de forma automática e precisa".

Paulo Roberto Feltrin, da Multinova
Os leitores RFID [que não tiveram seus fabricantes revelados] estão instalados na entrada de materiais, na doca de recebimento e transferências e na doca da expedição. "Nas duas docas possuímos portais com leitores", diz ela. A leitura é feita durante a passagem dos materiais pelo portal. "Utilizamos um notebook para acompanhar e conferir as quantidades repassadas por portal".

O principal desafio para obter as leituras com exatidão foi isolar os portais - por estarem próximos do estoque, ocasionalmente realizavam a contagem de produtos fora da área desejada. "Utilizamos em torno de 20 mil tags RFID por mês na unidade de Santa Catarina", exemplifica Paula, dizendo que são cerca de 100.000 por mês, na matriz do Rio Grande do Sul, onde as etiquetas são reaproveitadas nas transferências entre filiais.