RFID Estudos de Caso

Vancouver facilita trânsito para desabilitados

Empresa canadense criou solução RFID que abre catracas automatizadas do transporte público, sem precisar encostar um cartão de pagamento

Por Claire Swedberg

16 de fevereiro de 2018 - A rede de Metrô de Vancouver TransLink, no Canadá, lançou um sistema de acesso -livres para pessoas com problemas de mobilidade em 23 estações. O sistema emprega tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para permitir que as catracas sejam abertas automaticamente para quem portar tags UHF. A instalação foi feita em 40% de todas as estações, diz a agência de transportes canadense, e está programada para funcionar em todos os terminais SkyTrain e SeaBus até o final deste ano.

A solução mãos-livres, conhecida como Universal Fare Gate Access Program, representa o primeiro sistema do mundo que oferece acesso automatizado especial para passageiros com deficiência, de acordo com Erin Windross, da TransLink. A tecnologia RFID, que consiste em cartões de controle de acesso UHF e leitores acima dos bloqueios de pagamento de tarifas, foi fornecido pela empresa de soluções para Internet da Coisas (IoT) de British Columbia Hyperlight Systems.

A TransLink lançou solução para acesso a pessoas com problemas de mobilidade em 23 estações de Vancouver

Erin Windross, da TransLink
O SkyTrain, sistema ferroviário metropolitano de Vancouver, compreende 80 quilômetros de trilhos e 53 estações. Abriu em 1985 como o primeiro sistema ferroviário totalmente automatizado e não tripulado do mundo; serve uma média de 470.000 passageiros diariamente; e tradicionalmente usa uma solução de bilhetagem em papel, com os tickets confirmados nas estações através do sistema de honra.

Em 2016, a TransLink substituiu o antigo processo de emissão de bilhetes. O seu novo sistema possui tags RFID passivas de 13,56 MHz incorporadas em cartões recarregáveis que os viajantes podem encostar em uma catraca para pagar suas tarifas e estações de acesso. "O único requisito", por parte dos passageiros, diz Windross, "é que toquem seu cartão no portão, o que funciona bem para a grande maioria dos passageiros". No entanto, observa que não funciona para todos.

Os novos portões de controle de acesso apresentaram, porém, um problema: alguns passageiros com deficiências físicas podem não conseguir tocar manualmente um cartão contra um leitor. Para garantir o acesso aos que não conseguem acessar fisicamente, a autoridade ofereceu um programa de assistência de estação, enquanto explorava soluções potenciais para permitir acesso irrestrito ao sistema ferroviário. Isso exigiu esforço considerável por parte dos passageiros e funcionários. Um passageiro tinha que chamar a autoridade para indicar qual estação precisava acessar, e a autoridade atribuia a tarefa a um membro do pessoal para ajudar o passageiro através do portão.