RFID Estudos de Caso

Rebecca Minkoff amplia atuação do sistema RFID

É uma abordagem em duas vertentes. Os gerentes das lojas podem coletar dados com base no que interessa aos compradores - não só na loja, mas também quando retornam para casa. E podem então orientar melhor seus esforços de marketing. Por exemplo, se a tecnologia RFID identificar que um produto raramente tocado por compradores na loja, o gerente pode, assim, determinar que possivelmente esteja sendo exibido no local errado ou que não seja um produto desejável.

O sistema também pode ser destinado a beneficiar os clientes. Uma maneira de direcionar as emoções de um cliente é fornecer um serviço personalizado que não é típico nas lojas. Hobsbawm cita o Spotify como um exemplo; o serviço de música pode identificar rapidamente as preferências de um usuário e personalizar as ofertas. Isso também pode ser realizado em uma loja. Se, por exemplo, um comprador responder pegando um produto ou buscando informações sobre este, usando um aplicativo, uma recomendação para outro item pode chegar em seu telefone.

"Nós pretendemos incluir este programa de longo prazo como ferramenta para engajar nossa cliente, conhecê-la melhor, e obter um entendimento mais profundo sobre os produtos que mais deseja" - Andy Hobsbawm, co-fundador da EVRYTHNG
Por outro lado, uma cliente poderia ser detectada como parecendo frustrada se repetidamente pegar vários itens ou um item específico, e depois colocá-lo de volta. Isso pode indicar que a cliente pode precisar de ajuda de um vendedor.

Quando o comprador chega em casa, se puder usar um código QR ou outro identificador no rótulo, o revendedor ou a marca poderão saber o seu grau de satisfação e, então, oferecer produtos complementares ou similares ou ainda cupons de desconto.

A pesquisa da DEQ independe de qualquer tecnologia que um comprador possa levar para casa com o produto - um código QR ou uma etiqueta de comunicação de campo próximo (NFC) que pode ser usada com o smartphone dessa pessoa para acessar os dados. Por exemplo, um usuário pode tocar o telefone ao lado da etiqueta ou digitalizar o código QR e, assim, ser convidado a registrar um produto específico. O telefone do indivíduo, juntamente com qualquer informação de identificação fornecida, e o produto estão vinculados ao software da marca ou do varejista. "A bolsa, então, tem uma relação de um para um com você", diz Hobsbawm.

Normalmente, diz Toney, varejistas ou marcas que estão atualmente em discussão com a EVRYTHNG e Avery Dennison já estão usando a tecnologia RFID para rastreamento de inventário e agora pretendem sobrepor o código QR ou tags NFC para se relacionar melhor com o consumidor. "Esta é a próxima onda: conduzir o envolvimento mais profundo com o consumidor", afirma.