RFID Estudos de Caso

Polícia francesa automatiza o gerenciamento de armas

A Força de Polícia de Marselha implantou a tecnologia RFID em locais de armazenamento de armas, garantindo exatidão de inventário

Por Claire Swedberg

23 de junho de 2017 - A Força de Polícia de Marselha, na França, está gerenciando as armas e equipamentos de seus oficiais através de um sistema baseado em RFID da STid, conhecida como Be-Weapon. A solução foi lançada em março de 2017, primeiro no site piloto da força policial Plombières, depois em um segundo local em Longchamp e um terceiro no departamento de polícia de Salengro.

As tecnologias RFID passivas HF e UHF são usadas para rastrear quais armas e equipamentos são levados por policial, onde e quando isso ocorre e quando esses itens são devolvidos. O sistema permite ao departamento localizar e controlar armas de forma mais eficiente, ao mesmo tempo que cria um histórico do uso de cada item. Possui ainda um sistema de alerta quando uma arma não for devolvida ou requer manutenção.

Caroline Pozmentier
O sistema faz parte da iniciativa da cidade lançada em 2015 pela Câmara Municipal de Marselha, com o objetivo de agilizar as operações policiais e assegurar a segurança de pessoas e bens dentro das instalações de armazenamento de armas da polícia municipal. Marselha, a segunda maior cidade da França, está implantando sua iniciativa nos setores de segurança pública e prevenção da criminalidade, em estratégia de parceria com o Estado, Regional Council of Provence-Alpes-Côte d'Azur e todos os responsáveis pela segurança dos cidadãos, diz Caroline Pozmentier, vice-prefeita de Marselha e delegada da agência de segurança e prevenção do crime.

Antes de instalar a tecnologia, a força policial empregava um sistema de rastreamento manual e em papel. Um oficial era designado para supervisionar os armários de armazenamento de armas e as entregava conforme solicitado, usando caneta e papel para gravar manualmente os detalhes. Esta rotina, no entanto, era demorada e propensa a erros.

Portanto, diz Marc Labouz, chefe de segurança da cidade de Marselha, o departamento começou a procurar uma solução como parte da iniciativa de racionalização. O conselho da cidade emitiu um concurso para o desenvolvimento de um sistema de rastreamento computadorizado, lembra ele, para permitir que a força policial registre com precisão os movimentos de armas e outros equipamentos de segurança dentro e fora das lojas.

Houve uma série de desafios a se superar. Desde 2012, diz Labouz, os números da força policial quase duplicaram (para 420 oficiais), levando a um aumento no volume de equipamentos a serem gerenciados e ao número de visitas às lojas de armas. "Precisamos encontrar formas de otimizar os fluxos de equipamentos e fluxos de pessoas", afirma, "para que nossos oficiais possam trabalhar no campo o mais rápido possível".