RFID Estudos de Caso

Canadá rastreia localização de uniformes militares

O sistema RFID permite relacionar matérias-primas com produtos acabados e rastrear seus movimentos passo-a-passo

Por Claire Swedberg

21 de novembro de 2016 - Para a companhia canadense Logistik Unicorp, a identificação por radiofrequência (RFID) serve como ferramenta para garantir que uniformes militares canadenses sejam destinados corretamente, em poucos dias e com a garantia de atender as exigências de qualidade. A Logistik passou sete anos usando um sistema RFID que desenvolveu para rastrear os produtos acabados recebidos das empresas contratadas para fabricar uniformes para as Canadian Armed Forces (Forças Armadas do Canadá). Essa visibilidade garante que os clientes da empresa saibam quais materiais de alta qualidade entraram na fabricação de seus produtos e que sempre receberão itens de quantidade. A maioria dos pedidos é enviada dentro de cinco dias após a encomenda ser feita online.

Desde que a solução entrou em operação em 2009, o tempo necessário para enviar mercadorias foi reduzido em 35%, de acordo com Francis Alexandre Bibeau, diretor de armazém da Logistik Unicorp. Além disso, tornou mais preciso o processo de receber mercadorias de fabricantes contratados. Em última análise, diz ele, foi atingida uma maior satisfação do cliente e precisão de inventário.

As gaiolas RFID foram instaladas nas áreas de recepção e expedição
A Logistik Unicorp foi fundada em 1993 como fornecedora de uniformes para agências e empresas canadenses. A empresa opera uma fábrica em Saint-Jean-sur-Richelieu, em Quebec.

Atualmente, a empresa atende às forças armadas, patrulha fronteiriça e pessoal uniformizado do governo e privado, como agências na Austrália, Tunísia, Vietnã e Dubai, diz Michel Ricard, vice-presidente e CIO da Logistik. A empresa controla rigorosamente os materiais utilizados no fabrico dos seus produtos, bem como os movimentos dos produtos acabados. Dessa forma, o pessoal militar e outros usuários podem ser assegurados de que os uniformes que compram são da cor correta e que o tecido e corante podem suportar os rigores de uso no campo. A Logistik compra matérias-primas - tecidos para vestuário, como camisas, calças ou chapéus - e os testa antes de enviar os materiais para os fabricantes que produzem as peças acabadas.

Francis Alexandre Bibeau, da Logistik Unicorp, examina caixa
A empresa rastreava os produtos acabados manualmente, usando números de série impressos e códigos de barras, mas buscou uma maneira mais automatizada de saber que tecido era usado em cada uniforme, a fim de garantir a rastreabilidade caso um cliente tivesse uma reclamação sobre um item específico. Num tal cenário, a Logistik poderia então rastrear todos os produtos fabricados a partir do mesmo material, removendo-os da cadeia de abastecimento ou substituindo-os, se necessário, para manter assim o controle de qualidade.

A empresa vem crescendo, relata a Logistik. Atualmente, atende cerca de 450.000 pedidos por ano, com viradas de estoque em seis ou sete vezes por ano. Tem cerca de 1,5 milhão de peças de vestuário no local a todo momento.