RFID Estudos de Caso

Empresa rastreia 90.000 ativos em oito locais, com ROI

A belga ENGIE Fabricom está utilizando RFID para suas atividades de fornecer consumíveis, ferramentas e veículos para centenas de projetos

Por Bob Violino

3 de agosto de 2016 - Há mais de 60 anos, a ENGIE Fabricom fornece serviços de instalação especializada de elétrica e instrumentação, tubulação mecânica e automação e controle de processos para clientes nas áreas de construção, energia, manufatura, infraestrutura e petróleo e gás. A empresa belga, que opera uma dezena de filiais, fornece consumíveis, ferramentas e veículos para centenas de locais de projetos em todo o país.

A ENGIE Fabricom tem cerca de 90.000 equipamentos, incluindo 2.000 tipos de ferramentas, como máquinas de perfuração, geradores, tornos e soldadores. A empresa também tem cerca de 1.500 veículos utilitários, incluindo caminhões e vans, e cerca de 5.000 itens de consumo, tais como roupas de trabalho.

A maior parte tem sido controlada por trabalhadores de armazéns nas filiais, manualmente, um processo trabalhoso e demorado e que muitas vezes resulta em erros, diz Danny Janssens, gerente de operações do departamento de serviços de suporte da ENGIE Fabricom, que é responsável pela gestão e distribuição dos itens. Para identificar as ferramentas e outros ativos, a empresa grava um número em etiqueta adesiva.

Mas ao longo do tempo, os números de identificação tornam-se ilegíveis, desbotados e as etiquetas e adesivos ficam danificados. Quando isso acontece, os ativos só podem ser identificados por um novo número, mas isso leva a informações imprecisas na base de dados da empresa. Às vezes, por exemplo, há vários números na base de dados para a mesma ferramenta.

Acompanhar as localizações de ferramentas tornou-se desafiador, diz Janssens, porque são frequentemente movidos entre muitos projetos da empresa e locais de armazenamento e são usados por muitas pessoas diferentes em ambientes hostis e sujos.

No final de 2009, a ENGIE Fabricom começou a procurar uma maneira de automatizar o rastreamento de ativos e ganhar maior visibilidade dentro e fora de seus armazéns. A empresa também procurou melhorar a forma como gerencia os ciclos de vida desses ativos, que se valorizaram em cerca de US$ 63 milhões. "A gestão destas ferramentas e veículos abrange todo o ciclo de vida: aquisição, manutenção, controle, incluindo legislação, retorno dos projetos e desativação no final do ciclo de vida", afirma Janssens.

Em 2013, a ENGIE Fabricom implantou uma solução de rastreamento de ativos com RFID em oito armazéns e locais de armazenamento geograficamente espalhados por toda a Bélgica, incluindo um armazém central em Antuérpia. A solução trouxe uma série de benefícios, segundo Janssens, incluindo a melhoria da precisão dos dados, de processos (como escolher e receber) e da gestão de inventário. Há uma maior transparência para a gestão de armazém, acrescenta ele, bem como uma menor dependência dos registros em papel e aumento da produtividade entre os trabalhadores do armazém.