RFID Estudos de Caso

Empresa de tecelagem reduz prazo de entrega

A brasileira Adar Tecidos diminuiu de três para um dia o tempo para expedição dos pedidos de compra, com a solução de RFID da Saga

Por Edson Perin

3 de agosto de 2015 - A Adar Tecidos, empresa de tecelagem que tem a moda como uma paixão, investiu em tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para realizar a sua missão, que é a de criar e comercializar o que é tendência em tecidos e estampas, destacando-se pela qualidade e diversidade, com valor percebido e foco no cliente. Graças à solução da Saga, a Adar conseguiu reduzir de três dias para um o prazo de entrega dos pedidos de seus clientes.

Antes de instalar o sistema da Saga, todas as peças da Adar eram identificadas com códigos de barras, o que tornava o processo de seleção bem mais moroso e falho, por depender de interação humana. "Os estoques não eram controlados pallet-a-pallet e endereçados, mas eram distribuídos por ruas e operadores específicos, o que tornava a localização e produção de pedidos muito mais lenta", explica Guilherme de Salles Pereira, diretor da Saga.

Tecidos da Adar em exposição
O processo de conferência era feito somente após a emissão das notas fiscais, o que criava problemas para a tributação e fazia com que o processo de conferências exigisse mais tempo para ser realizado, além de se tornar propenso a falhas.

Os leitores RFID foram instalados na área de recebimento de mercadorias, onde são utilizadas esteiras telescópicas para movimentar os rolos de tecidos, vindos dos caminhões ou contêineres. Nas esteiras, foram instaladas antenas e leitores Speedway da Impinj, em quatro portais fixos. Além disso, são usadas impressoras RFID da Zebra, para produzir as etiquetas para identificação dos produtos.

Tag da Smartrac em um rolo de tecido – Foto: revista Logística
Segundo Pereira, todos os operadores de picking e movimentação de rolos utilizam 47 coletores de dados portáteis 3190 da Motorola (cuja divisão de RFID foi adquirida pela Zebra), com dispositivos de leitura RFID. "Eles identificam todos os rolos colocados nos pallets de expedição", explica. "Existem quatro portais com antenas fixas, integrados ao Saga WMS [Warehouse Management System ou Sistema de Gestão de Armazém] e instalados em locais de passagem das empilhadeiras, para a validação automática e completa dos pallets, durante sua movimentação".