RFID Estudos de Caso

Exército dos EUA usa RFID para rastrear paraquedas

Sem margem para erro, a solução da cadeia de custódia reduziu os custos e a mão de obra para as operações e aumentou a segurança

Por Bob Violino

12 de agosto de 2014 - Desde que começou a usar paraquedas em 1943, o exército dos Estados Unidos (U.S. Army) tem monitorado e gerenciado os equipamentos por métodos manuais e trabalhosos, sujeitos a erros e passíveis de adulteração. No início de 2000, o exército reclassificou os sistemas de paraquedas pessoais, além de outros equipamentos usados por militares e exigiu que esses itens fossem gerenciados por números de série individuais. Mas a gestão de números de série exigiria uma solução automatizada.

Para enfrentar esse desafio, a divisão Automated Identification and Movement Solutions (AMIS), na Virgínia, criou um sistema robusto para rastreamento de paraquedas (EPT), que emprega identificação por radiofrequência (RFID) para verificar a cadeia de custódia de ponta a ponta, com rastreabilidade, em apoio às operações militares globais. Isso permite que o exército visualize e gerencie os processos, tais como armazenagem, estoque, embalagem, transporte, salto e recuperação.

Na unidade de emissão, os paraquedas são embalados, passam por todas as inspeções e são armazenados em caixas de metal
O teste Epts entrou em funcionamento em novembro de 2012 e permanece em funcionamento até hoje no quartel de paraquedas em Fort Bragg, na Carolina do Norte, a maior das 42 instalações de manuseio paraquedas militares, segundo Bryan Chaves, especialista em suporte de gestão do programa AMIS. O novo método fornece uma maneira de melhorar a eficiência, fidelidade e segurança na gestão e manutenção de paraquedas, diz. A solução RFID em breve será lançada em todos os outros locais.

Em abril de 2008, o diretor de produto da AMIS Jim Alexander e outros gestores partiram para encontrar uma solução para rastreamento de paraquedas. Eles concluíram que uma tecnologia de identificação automática (AIT) seria necessária. Quando um paraquedas é embalado, explica Chaves, suas etiquetas de identificação são facilmente acessadas, mas em um paraquedas descompactado o pessoal deve procurar o rótulo, a fim de que ele seja lido.

O leitor verifica uma sacola para implantação
Com base neste e em outros critérios, os gestores decidiram que um sistema RFID passivo seria melhor para atender às necessidades do exército. Etiquetas RFID passivas podem ser lidas através de sacos de paraquedas, quando os paraquedas são descompactados.

"Outros AIT, tais como códigos de barras, não poderiam ser utilizados, porque a visibilidade seria perdida quando o T-11 [paraquedas] estivesse em cheio", afirma Chaves. "A RFID ativa poderia satisfazer os requisitos de desempenho. No entanto, evitar custos com a RFID passiva seria a melhor solução".