RFID Estudos de Caso

A maior mina de ouro da Europa rastreia minério

Uma tag robusta de RFID permite que os gestores da mina Kittilä, da Agnico Eagle, possam monitorar os processos e melhorar a produção

Por Bob Violino

5 de maio de 2014 - A Agnico Eagle relata que sua mina de Kittilä, no norte da Finlândia, realiza extração de um dos maiores depósitos de ouro conhecidos na Europa. A Kittilä, primeira operação da Agnico fora do Canadá, começou a produção comercial em maio de 2009. A mineração a céu aberto pela técnica de mineração de superfície com extração de rocha ou minerais da terra foi concluída em novembro de 2012 e a Kittilä está agora em operação subterrânea.

A mina, localizada na região da Lapônia, no norte da Finlândia, tem vida útil estimada até 2037. A operação de 3.000 toneladas por dia foi estimada em cerca de 150 mil onças de ouro despejadas em 2013 e, em média, 162.000 onças por ano, de 2014 a 2015. Um projeto de expansão está em curso para aumentar a capacidade de processamento da usina em 25 por cento, para 3.750 toneladas por dia a partir do segundo semestre do próximo ano.

Mina Kittilä, da Agnico Eagle, na Finlândia
A Kittilä tinha utilizado métodos manuais para rastrear minério. Em muitos casos, a amostra de minério teve análise do grau realizada com outras medidas, como o minério recuperado a partir de estoques de minas. Mas o grau de alimentação, embarque ou moinho, foi por vezes demasiado tarde para fazer os ajustes para corrigir desvios de qualidade. Como resultado, a usina nem sempre recebeu produtos que atendessem as especificações.

No momento, a empresa está enfrentando estes desafios com um sistema de identificação por radiofrequência (RFID) que acompanha o minério por vários processos, diz Leena Rajavuori, geólogo sênior da Agnico Eagle Mines. Nunca houve qualquer dúvida entre os gestores de que a tecnologia RFID, diz ela, seria uma solução mais prática para o que a mina precisava. A mina de Kittilä também está empregando a tecnologia para melhorar a segurança, por meio do monitoramento da qualidade do ar e rastreamento trabalhadores.

No início de 2012, a operação de mineração da Agnico Eagle começou a estudar a tecnologia RFID para rastrear minério. "Como na maioria das minas, na de Kittilä, a alimentação do moinho deve ser o mais estável possível e as mudanças na alimentação devem ser graduais para manter os processos de moinho sob controle", afirma Rajavuori. "O principal objetivo era encontrar uma solução para acompanhar e verificar a alimentação de minério para a fábrica com mais detalhes do que antes. Informações mais detalhadas melhorariam a produção da fábrica".