RFID Estudos de Caso

Parker Hannifin incorpora etiquetas RFID em anéis

A solução foi desenvolvida para evitar falsificação, mas as empresas também podem usar a tecnologia para identificar e rastrear ativos

Por Bob Violino

13 de julho de 2013 - A Divisão O-Ring, da Parker Hannifin, fabrica anéis geralmente moldados em elastômero sintético, utilizados principalmente para selar líquidos de automóveis, equipamentos de construção e de hidráulica. Os anéis exercem uma função crítica em muitos tipos de máquinas e podem custar milhares de dólares, sendo fáceis de falsificar.

A facilidade de falsificação foi o que levou a Divisão O-Ring, com sede em Lexington, nos Estados Unidos, a considerar o uso de RFID para rastreamento e, assim, garantir que os clientes recebam produtos legítimos. "Quase todos os O-rings são pretos e redondos e é impossível distinguir visualmente sua performance", diz Dan Ewing, engenheiro químico sênior da empresa. "Infelizmente, tem havido vendas de produtos inferiores com a embalagem e certificação falsificadas, como se fossem originais".

No início de 2008, diz Ewing, a Divisão O-Ring foi desafiada pelos clientes a criar uma maneira de fazer com que fosse impossível a falsificação de O-rings. "A prática é contar com o rótulo na embalagem, mas isso pode ser facilmente contornado por um fornecedor antiético", explica. "Se a embalagem não pode oferecer confiança, restaram duas possibilidades: a adição de alguma forma de identificação na sua superfície exterior ou a adição de alguma forma de identificação no interior".

Colocar a identificação na superfície do produto pode dificultar que o O-ring desempenhe sua função principal. "Nós determinamos a adição da identificação dentro da borracha", afirma Ewing. "Tornou-se rapidamente evidente que a RFID seria o único meio viável de transmitir informações armazenadas dentro de um anel de vedação de borracha".

Depois de falar com os principais clientes, diz Ewing, a Divisão O-Ring determinou que além de prevenir a falsificação, havia valor em usar anéis com etiquetas RFID para rastrear grandes dispositivos ou montagens. Além do mais, a empresa percebeu que as etiquetas RFID postas do lado de dentro estavam com os circuitos protegidos de praticamente qualquer tipo de dano, incluindo impacto mecânico, interações químicas, tensão elétrica e choque térmico.

Assim, um novo uso para a RFID foi criado, relata Ewing. A Divisão O-Ring decidiu trabalhar na solução e, para isso, formou uma "comissão de avaliação", com um químico de pesquisa e desenvolvimento, um engenheiro de processo (concentrado em compreender cada parte) e um engenheiro de produto (para trabalhar no produto que seria utilizado).