RFID Estudos de Caso

Vinícola Argentina realiza colheita com RFID

Bodega Norton degusta e aprova uma solução de monitoramento e pagamento para melhorar a produtividade

Por Jill Gambon

20 de fevereiro de 2013 - Como uma boa garrafa de vinho, que encontra o equilíbrio perfeito entre acidez e açúcar, a argentina Bodega Norton Winery tem harmonizado processos de colheita do velho e do novo mundos. A vinícola, fundada em 1895 por um engenheiro ferroviário inglês, está localizada ao pé da Cordilheira dos Andes, na província de Mendoza, a principal região produtora de vinhos do país. Os 1.700 hectares da Bodega Norton estão distribuídos por cinco vinhedos e produzem uma grande variedade de vinhos, incluindo Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Chenin Blanc, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Syrah e Riesling. Em 1989, a vinícola foi comprada pelo empresário austríaco Gernot Langes-Swarovski, da empresa de cristais Swarovksi.

A Bodega Norton combina processos de colheita do velho e do novo mundos

Desde então, a Bodega Norton tem ampliado sua projeção internacional e agora vende seus vinhos em 60 países. Ao longo do caminho, a vinícola já recebeu vários prêmios. Em 2012, a revista Wine Enthusiast nomeou o enólogo chefe da empresa, Jorge Riccitelli, como Enólogo do Ano.

Conforme sua reputação crescia, o sistema de colheita tornou-se desatualizado. Os trabalhadores do campo recebiam fichas de plástico e alumínio, de cor e forma codificadas, para cada cesto de uvas que colhessem. No final de cada semana, o pagamento era calculado com base no número e tipos de fichas que entregavam para os administradores do vinhedo.

A solução de RFID permitiu aos trabalhadores um dia de colheita extra a cada semana

Durante uma determinada semana, milhares de fichas eram distribuídas e recolhidas de todos os trabalhadores. Mas o processo era complicado, segundo a empresa, porque os colaboradores muitas vezes perdiam as fichas e o seu rastreamento tornava-se suscetível a erros e pouco confiável na hora de realizar os acertos de contas. Além disso, os funcionários e supervisores estavam passando um dia por semana coletando fichas e processando pagamentos em vez de colher uvas, levando à perda de um dia de trabalho inteiro a cada semana. Especialmente durante a época de pico de colheita (fevereiro e março), esta situação se tornava crítica.