RFID Estudos de Caso

Empresa agrícola emprega RFID para remunerar trabalhadores

Com a solução, a Eurofresh Farms consegue gerar a folha de pagamentos individualizada com base em quais plantas foram podadas ou colhidas e por quais trabalhadores

Por Claire Swedberg

26 de novembro de 2012 - Os empregados das lavouras de tomate e pepino da Eurofresh Farms aumentaram sua produtividade entre 100% e 150% graças a uma solução baseada em RFID que ajuda a empresa a rastrear individualmente o trabalho realizado por membros da equipe e depois pagar cada um dos funcionários corretamente. O sistema, fornecido pela Priva, também permite controlar quantos quilos de legumes cada planta produz e comparar os dados com outras plantas e estufas. O sistema da Priva leva informações para o software de folha de pagamentos da Empower Software Solutions, que calcula os salários.

As fazendas Eurofresh operam 318 hectares de estufas em Willcox e Snowflake, no estado norte-americano do Arizona, e produzem cerca de 140 milhões de libras de tomates e pepinos, anualmente, sem o uso de pesticidas. A empresa tem 5,5 milhões de plantas dentro de suas 15 estufas, bem como trabalhadores que podam as plantas e colhem seus frutos. Tradicionalmente, cada funcionário envia um relatório indicando quantas linhas processou e depois é pago por isso. No entanto, muitas vezes é difícil para os supervisores verificar detalhadamente cada informação, a fim de determinar exatamente quanto trabalho foi realizado por membro da equipe. Além disso, algumas linhas contêm mais plantas do que outras, assim como variedades diferentes.

Leitor portátil PrivAssist Smartline

Com o RFID, os dados se tornaram muito mais visíveis. Com o software Priva, a empresa têm armazenados os dados referentes a cada unidade localizada em cada linha, incluindo sua classificação, quando foi plantada e quais os serviços recebeu. Portanto, se alguém indica que podou todas as plantas da linha 12, por exemplo, o software sabe quantas estão localizadas nesta linha. Desta forma, a empresa pode acompanhar não só a produtividade dos trabalhadores (quantas linhas cada empregado processa por deslocamento, bem como o tempo que a pessoa gasta em cada linha), mas também o tempo para cuidar de plantas em linhas específicas, com base em sua localização ou variedade.

Kevin Jensen, da Eurofresh
Ao chegar, cada trabalhador apanha um leitor de mão PrivAssist Smartline. As etiquetas RFID passivas Priva de 125 kHz, baixa freqüência (LF), em conformidade com a norma ISO 11784/85, foram montadas em uma parede. O trabalhador encontra o tag com o seu nome e, em seguida, toca o leitor ao lado deste, a fim de interrogar o ID da tag. Uma descrição de cada tarefa é também montada na parede, junto com cada etiqueta RFID passiva abaixo de cada descrição. O funcionário seleciona a tarefa que irá realizar, tais como poda ou colheita, e usa o leitor portátil para ler o tag associado a esta tarefa. Na frente de cada linha, outra tag RFID está montada, com um número de identificação único que identifica cada linha, juntamente com todas as plantas em seu interior.

Para realizar a poda, o agente toca na tag de linha com sua mão e a hora e o número da linha são, então, armazenados no leitor. Depois de passar para outra linha, ele toca a nova tag de linha e assim por diante. Quando termina, o trabalhador passa para um terminal de upload Priva, onde os dados coletados são transferidos do leitor para o terminal, que transmite as informações para o sistema de back-end através de uma conexão com fio. O software Priva relaciona, então, o nome da pessoa, as tarefa e as linhas completadas e transmite os dados ao software Empower, que determina o valor a ser pago àquele trabalhador.