RFID Estudos de Caso

Loja de varejo de eletrônicos revela resultados de testes

Grupo Éxito, na Colômbia, relata que durante três meses de uso a RFID reduziu os custos de inventário de estoque em 93% e as perdas de produtos em 60%

Por Mark Roberti

7 de novembro de 2012 - Em dezembro de 2011, o RFID Journal já informava que o Grupo Éxito, uma das maiores redes de varejo da Colômbia, iniciaria um teste para a adoção de tags passivas de RFID UHF EPC Gen 2 em cada item de sua nova loja de eletrônicos, conhecida como Éxito Techno. O projeto foi uma iniciativa inovadora para determinar se a identificação por radiofrequência poderia melhorar a rastreabilidade dos produtos que se deslocam pela cadeia de abastecimento, além de reduzir a incidência de desvios de produtos, pelo rastreamento dos itens a partir do centro de distribuição e até o ponto de venda (leia mais em Grupo Exito lança piloto para marcação de produtos eletrônicos).

Na semana passada, a companhia divulgou os resultados do piloto no Relatório de RFID 2012, em um evento organizado pela empresa de serviços de abastecimento LOGyCA. Luis Fernando Castañeda, diretor do Grupo Éxito, disse ao público presente em Bogotá, que o objetivo do projeto foi o de avaliar se a RFID poderia oferecer visibilidade de itens individualmente, do centro de distribuição até o ponto de venda, bem como os processos de apoio às empresas no CD (Centro de Distribuição) "e impactar positivamente o ciclo de toda a cadeia de abastecimento, incluindo envio e recebimento, controle de estoque e segurança".

Testes mostraram uma redução de 93% no custo para contagem de inventário na loja Éxito Techno

Mais de 90.000 etiquetas passivas EPC Gen 2 UHF foram utilizadas durante todo o processo de três meses. Neste período, a confiabilidade dos dados subiu para 100% na maioria dos produtos, incluindo os “não eletrônicos”, tais como artigos de papelaria, brinquedos e equipamentos esportivos. A confiabilidade da leitura ao receber mercadorias no fundo da loja foi para 100% na maioria dos bens, mas para móveis, equipamentos audiovisuais e alguns eletrônicos, as taxas variaram de 97,2% para 99,6%. Isso, de acordo com a empresa, deveu-se principalmente às limitações técnicas das tags usadas em itens pequenos, bem como algumas questões operacionais dentro do CD.

As taxas de leitura ao realizar contagens de inventário dentro da loja variaram de 61% para 74% em produtos esportivos durante o primeiro mês. "Nós descobrimos que não poderíamos sempre ler as etiquetas que colocamos em caixas", diz Castañeda. "Mais tarde, passamos a colocar as etiquetas nas caixas e a taxa de leitura subiu".