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RFID na cadeia de suprimentos

Como a identificação por radiofrequência pode ser ferramenta para melhorar a produtividade e o ROI no gerenciamento da cadeia de suprimentos

Por Reinaldo Andrade

11 de setembro de 2012 - As operações de cadeia de suprimentos atuais que utilizam identificação por radiofrequência (RFID) envolvem prioritariamente o rastreamento de paletes, containers e caixas em grandes centros de distribuição. Essa tecnologia ainda não está tão disseminada, porém o sucesso das empresas que foram pioneiras e investiram na tecnologia de RFID sinaliza o caminho para adoção crescente por empresas de diversos segmentos nos próximos anos.

É um mercado promissor, ainda pouco explorado em sua amplitude, mas potencialmente revolucionário dependendo de como o projeto é desenhado de forma a compor a inteligência das corporações. O conceito fundamental passa pela aplicação de tags nos produtos. A leitura por RFID permite rastrear todo o processo produtivo, materiais utilizados na fabricação, inspeção, faturamento, distribuição, até chegar ao revendedor ou mesmo consumidor final.

Para concentrar o potencial de retorno sobre investimento apenas na cadeia de suprimentos, um passo é a adoção de RFID combinando a utilização de elementos de “pick & place” como robots, empilhadeiras e paleteiras com as redes ethernet já disseminadas, ampliando assim a capacidade “mobile” destas tecnologias com os sistemas de gestão.

Um passo a frente e pode-se agregar valor com as soluções de radiofrequência na movimentação de mercadorias etiquetadas unitariamente ou acondicionadas em conjuntos onde quer que sejam manuseadas. Por exemplo, em locais de entrada e saída de estoques, linhas de embalagem, áreas internas ou externas de espera, e até mesmo nos espaços de cargas de veículos dos diversos modais.

As empilhadeiras podem ser muito mais que simples veículos para o transporte de mercadorias. Quando integradas à tecnologia RFID e a computadores veiculares, as empilhadeiras se tornam centros móveis de dados e informações com baixo custo de implementação, maior flexibilidade de operações e propiciando uma visão completa em tempo real do estoque.

Os leitores portáteis podem ser usados de várias maneiras dentro da empresa, oferecendo melhor rastreabilidade de seus ativos e controle de suas aplicações. Para tal, o sistema deve ser projetado especificamente para as necessidades do operador de empilhadeira no do ambiente de uso, com componentes robustos para suportar choques, vibrações e os processos de limpeza inerentes às empilhadeiras.

É por isso que, apesar do foco inicial das empresas que estudam a adoção da tecnologia se concentrar nos custos unitários das tags e características dos equipamentos, o mais importante é o estudo paralelo do retorno sobre o investimento que o sistema irá proporcionar a curto, médio e longo prazo. Também deve ser considerada a escalabilidade prevista na concepção do projeto para conseguir um sistema flexível e adaptável para expansão do fluxo de trabalho e futura integração com outras áreas e processo da empresa.

Neste ponto, há que se considerar que mesmo com a padronização internacional e a disseminação da tecnologia, o RFID ainda não é uma tecnologia plug and play. São muitos os fatores que devem ser considerados, por exemplo, os processos de manipulação dos itens e os locais de fixação dos tags nos mesmos, as distâncias e taxas de leitura, etc. Pode ser necessária mais de uma etapa de site survey e uma fase de prova de conceito meticulosa. A validação se um dado processo será beneficiado com o emprego da tecnologia RFID dependerá essencialmente da combinação de um experiente profissional neste tema e de um excelente provedor de tecnologia.

Embora passível de acontecer de forma gradual, esse é o tipo de tecnologia que as empresas não podem mais desconsiderar.

Seja para o executivo de logística de uma organização que necessita de indicadores cada vez mais precisos de sua unidade de negócio, seja para um simples consumidor que quer realizar a conexão de um item com tag com as informações de sua origem através de alguns clicks na tela de seu smartphone, o RFID veio para ficar. Mas isso já é assunto para outro artigo.

Reinaldo Araujo Andrade é gerente de canais da Intermec Brasil
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