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Internacionalização de soluções brasileiras

Implantações de sucesso de RFID colaboram para o surgimento de parcerias empresariais estratégicas no mercado externo

Por Sérgio Gambim

2 de outubro de 2018 - Com o atacado e o varejo em plena evolução em seus fluxos internos e um movimento do mercado se preparando para uma logística 4.0 ligada a Internet das Coisas (IoT), empresas de todo o País estão em busca de tecnologias e tendências para aprimorar suas operações. Por conta deste cenário, o mercado de identificação por Radiofrequência (RFID) está favorecido.

O Brasil carrega em seu portfólio cases representativos de projetos RFID. Investindo em uma solução que permite a troca de informações via ondas de rádio de 915 MHz, é possível contribuir para a gestão e os processos dos negócios: aumentar a produtividade, controlar a rastreabilidade do trajeto do item na cadeia de processos, gerir o inventário com mais facilidade, limitar extravios, reduzir o desperdício e simplificar a logística, auxiliando nas prestações de contas ao fisco.

Por exemplo, um dos 60 cases administrados pela iTAG Tecnologia é reconhecido internacionalmente como o 2º maior case de RFID no mundo. A Brascol (atacadista de roupas do bebê ao infanto-juvenil) possui duas lojas localizadas no Brás, um dos principais centros de comércio popular de São Paulo. A RFID está integrada desde o recebimento das mercadorias etiquetadas com identificação por radiofrequência até a entrega dos volumes aos clientes, possibilitando um processo totalmente rastreado.

As empresas brasileiras investem em RFID por conta dos processos internos que não são auditados e rastreados pelos códigos de barras. a RFID nasceu para suprir a necessidade de ter uma identidade única por produto. Para o projeto ter êxito, é necessário envolver todos os setores da empresa. Colaboradores, fluxo de processos e regras de negócios serão envolvidos. Conhecendo a necessidade da empresa, desenhamos um projeto RFID totalmente adequado, justificando o retorno do investimento.

Nosso governo é altamente criterioso com informações contábeis (Bloco K, entrada de matérias-primas e produto acabado por cor e tamanho). Apresentar as movimentações contábeis e gerenciais de entrada e saída do estoque é um compromisso de um projeto de RFID.

O empreendedor vê no RFID um meio de cumprir obrigações contábeis e fiscais com exatidão, além de enxergar cada etapa dos processos internos da empresa. No caso de dúvidas, é possível auditar os setores para que a solução fique na empresa sem gerar caos com o cliente, até mesmo a reversão da mercadoria enviada.

Com isso, a empresa consegue ter o controle sobre a duração das operações internas que deixam de ser manuais com a tecnologia RFID. O empreendedor passa a administrar a duração da mão de obra dos funcionários, o que ajuda a controlar as horas extras e reduzir contratações, já que nossas leis trabalhistas mais atrapalham do que ajudam.