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Como empresas preparam profissionais para Indústria 4.0

Além de entender o perfil profissional das gerações, é preciso analisar características que podem agregar valor em um modelo de negócio sustentável

Por Aline Gobbi

18 de setembro de 2018 - Transformação. Esse substantivo nunca foi tão utilizado em diversas frentes como nos últimos anos – a indústria se transformou e vimos, por meio de tecnologias, processos redesenhados, soluções reinventadas e áreas extintas. Em paralelo e na mesma velocidade, tivemos a evolução das gerações e assim como as indústrias sentiram os impactos das tecnologias, a perspectiva e o perfil dos profissionais que chegaram na indústria se transformou.

A geração Z, representada por aqueles que nasceram entre 1990 e 2010, é caracterizada por indivíduos práticos, questionadores, ágeis e digitais por natureza. Hoje, já percebemos os impactos dessa transformação no ambiente de trabalho, com a extinção de áreas e criação de novas oportunidades dentro da empresa.

As organizações, por sua vez, percebem que na intenção de reter e manter talentos, mudanças de paradigmas são necessárias e uma avaliação do que funciona e o que deve ser adotado no ambiente de trabalho de forma segura é diferencial na competividade da nova indústria – a indústria digital.

Em um mercado onde temos cada vez mais jovens inquietos, com fome de aprender e a ascensão do trabalho remoto é evidente, empresas que dependem de dados e informações de clientes como empresas de TI se deparam com um novo desafio: como alinhar flexibilidade com segurança? A segurança deve permear a companhia como um todo, impactando os colaboradores mais antigos (para que se sintam seguros e não ameaçados com a chegada da nova geração) e também para assegurar a segurança de toda informação.

O quebra-cabeça agora vai além de entender o perfil do profissional de cada geração: é preciso analisar como tais características podem aprimorar e acrescentar valor criando um modelo de negócio sustentável. Para isso, não é necessária uma mudança drástica.

Pequenas práticas permitem que colaboradores de todas as idades trabalhem alinhados ao objetivo final da empresa e trazem resultados mensuráveis a longo prazo. Se sua companhia ainda não começou, cito aqui alguns passos para serem considerados ou repensados:

· Trabalho remoto - dê a liberdade para que seu colaborador possa trabalhar de forma remota. Algumas áreas, como vendas, por exemplo, não precisam estar o tempo todo no escritório. Inclusive, demandam muito tempo de deslocamento. Comece em equipes de trabalho que conseguem trabalhar com o acesso remoto aos dados e experimente um revezamento.

· Apoie-se às tecnologias - as evoluções só foram possíveis porque, de alguma forma, a tecnologia esteve presente, seja por meio de inteligência artificial, IoT, cloud, machine learning, entre outras. Avalie quais tecnologias devem ser aliadas em cada processo, como, por exemplo, a oferta de equipamentos com backup para aqueles que forem trabalhar à distância.

· Modelo hierárquico – característica proveniente da cultura de muitas empresas, é importante permitir que os colaboradores de todos os níveis se sintam à vontade para sugerir ideias e quando em dúvida, questionar seus gestores. Uma forma de reforçar esse relacionamento é oferecer treinamentos e troca de experiências dentro do ambiente de trabalho.

· Tenha um propósito claro – Como em qualquer situação e cenário, o propósito deve estar presente e isso será cobrado cada vez mais pela nova geração. Transmitir os valores da empresa e do negócio é fundamental para trazer o seu colaborador cada vez mais próximo de maneira que seu trabalho será otimizado e moldado para essa nova indústria digital.

Aline Gobbi, head de Recursos Humanos da Fujitsu Latam.

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