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Hospital 4.0 e a conectividade no setor de saúde

Já se tornou possível olhar para os equipamentos de tecnologia existentes e entender como a Internet das Coisas evolui os hospitais

Por Rodrigo Moreni

10 de julho de 2018 - O termo Indústria 4.0 já tem sido destaque há algum tempo. Mas, e Hospital 4.0, você já ouviu falar? Pode ser que com esse termo não, mas certamente não podemos negar que os ambientes e os equipamentos estão cada vez mais conectados e daqui para frente este recurso será uma exigência das instituições de saúde, que estão caminhando para atingir um patamar tecnológico mais avançado. Bem-vindo aos Hospitais Conectados.

Há alguns anos conectividade e Internet das Coisas (IoT) eram quase como que um objeto de ficção científica. Hoje isso já mudou bastante e o conceito 4.0 veio para ficar, independente do setor. Na realidade, as organizações para sobreviverem precisam passar por um processo de transformação digital - e na saúde não é diferente. Na minha visão, os Hospitais 4.0 são sustentados por cinco pilares: IoT, Inteligência Artificial, Big Data, Impressão 3D e Realidade Mista e Simulação Virtual.

A perspectiva é que a IoT siga se desenvolvendo nessa área, trazendo ganhos de performance, redução de riscos, automação e diminuição nos custos. Os investimentos mundiais em aplicações desse tipo no setor de saúde devem crescer US$ 158,1 bilhões nos próximos cinco anos. Na China, a previsão de recursos que serão destinados a fomentar pesquisa, desenvolvimento e inovação é de US$ 200 milhões. Já nos EUA, os investimentos chegam a US$ 533 bilhões, sendo que, em média, 85% desse total retornam como produto para a indústria.

No Brasil, falamos de um cenário muito mais modesto – cerca de US$ 20 bilhões em investimentos e, o que é pior, apenas 27% resultam em produtos maduros que podem atender ao mercado. A boa notícia é que o país está tentando mudar esse cenário. E esse movimento vem de diversos membros da cadeia.

Em 2014, sensores de temperatura e umidade, por exemplo, custavam US$ 1,30. A perspectiva para 2020 é que passem a custar 38 centavos de dólar. Estamos caminhando para que isso fique muito barato. E a partir do momento que isso acontece, aumenta muito mais a demanda e as ofertas por serviços com essa aplicação. Por outro lado, também se percebe que os hospitais estão realmente querendo ser 4.0, investindo e caminhando para essa nova abordagem.

Também vemos uma indústria empenhada nisso: as impressoras 3D talvez sejam um exemplo bem emblemático. Mas, nos equipamentos médicos, ou seja, no tratamento clínico do paciente, também já saem de fábrica com recursos de IoT embutidos, até para os casos e pacientes mais críticos (que são, aliás, os mais necessitados de monitoramento constante).