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Tarifa Branca dissemina uso da IoT no Brasil

O consumidor de energia elétrica pagará tarifas diferenciadas em função da hora e dia do uso, quando os leitores estiverem preparados para a Internet das Coisas

Por Ronaldo Vieira

22 de março de 2018 - O ano de 2018 começou com uma boa notícia. Com a chegada da Tarifa Branca ao Brasil, o consumidor de energia elétrica passa a ter a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana: a Tarifa Branca é mais barata fora do horário de pico e mais cara durante esse período.

Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o consumidor doméstico ou corporativo que adotar o modelo Tarifa Branca poderá economizar de 10% a 20% na conta de luz. Para que esse ganho seja possível, estão entrando em cena novos medidores de energia, dispositivos IoT (Internet of Things) que informarão online, real time, qual é o consumo de uma casa ou empresa. A visibilidade e a exatidão que a IoT traz às distribuidoras de energia são fundamentais para que a Tarifa Branca seja implantada e a cobrança pelo uso da energia seja correta.

Ainda numa fase inicial de adoção, a Tarifa Branca alavanca a troca de milhões de medidores de energia tradicionais por novos modelos que ajudarão o Brasil a compreender a realidade de vastas infraestruturas de IoT. De um lado, ganha-se em automação, em escala e em visibilidade. De outro, é impossível fugir à preocupação com a segurança dos milhões de dispositivos IoT que irão suportar a Tarifa Branca.

Outros países já estão vivendo essa realidade. Em Dubai, por exemplo, 400 mil medidores de energia baseados em tecnologia IoT estão provendo resultados tanto para a distribuidora de energia do país – a DEWA, Dubai Electricity and Water Authority – como para os consumidores.

Os medidores inteligentes ajudam a concessionária de energia a otimizar sua lucratividade por meio da redução de despesas associadas a roubo de energia e perdas técnicas de energia. Os consumidores, por outro lado, passam a ter acesso a dados de consumo de energia em tempo real, que poderão usar para aumentar sua eficiência energética, reduzir suas contas mensais e ajudar a concessionária a estabilizar a rede durante os períodos de pico.

A chegada da IoT às empresas de utilities [serviços públicos] apresenta, porém, outra face. As especificidades desta vertical determinam que uma distribuidora de energia que investe em IoT pesquise, também, tecnologias de segurança que resolvam as vulnerabilidades inerentes a essa infraestrutura. Fortes exigências regulatórias — provocadas pelas preocupações típicas de uma infraestrutura essencial ao funcionamento da sociedade — colocam o setor de energia no topo do ranking de criticidade.