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Identificação e localização das coisas para o sucesso de IoT

A tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) já é utilizada há muito mais tempo como tecnologia de comunicação, identificação e localização

Por Mario Prado

22 de novembro de 2017 - Em nosso mundo hiperconectado, no qual nos deparamos dia a dia com inúmeros avanços tecnológicos, a Internet das Coisas (ou IoT, na sigla em inglês para Internet of Things) é um dos temas que tem sido muito pesquisado, gerando debates e investimentos por parte das empresas e do governo, em função da diversidade de aplicações e verticais de negócios que podem se beneficiar desse tipo de inovação.

Não é por acaso que diariamente apareçam projeções a respeito de quantos objetos conectados teremos no Brasil e no mundo. O Gartner, referência mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologias, estima que chegaremos a 20,4 bilhões de coisas conectadas até 2020, um número que continuará a crescer em ritmo exponencial nos anos seguintes.

Em geral, projetos de IoT envolvem dispositivos conectados à internet capazes de enviar dados (coletados por sensores ou de outras fontes) ou se comunicarem com outros objetos. Hoje percebe-se, em diversas aplicações, uma grande tendência em agregar a informação de posição desse objeto durante a coleta desses dados.

Saber a localização de um objeto é algo muito comum quando falamos em ambientes externos, pois tecnologias como GPS ou a triangulação de rede GSM são bem conhecidas e funcionam muito bem. Entretanto, existe uma grande dificuldade da implementação de sistemas capazes de realizar a localização em ambientes internos com precisão. Recentemente participei do congresso Geo IoT World 2017, na Bélgica, que teve focou especificamente esse assunto, mostrando diferentes tecnologias capazes de realizar tal tarefa.

Esse tipo de sistema é normalmente chamado de RTLS ou Sistema de Localização em Tempo Real (Real Time Location System, em inglês). Existem várias tecnologias que permitem a localização indoor hoje, como WiFi ou UWB mas, a mais promissora, dado o custo, estabilidade e viabilidade de implementação, envolve o uso de beacons (tags ativos bluetooth). Esses dispositivos permitem que a detecção de objetos seja realizada em ambientes internos com relativa precisão (erro de poucos metros) a um custo acessível e com uso de pequenos tags, que funcionam à bateria com duração de vários anos.

O sistema funciona da seguinte maneira: pequenos leitores (gateways IoT) são instalados nas dependências internas da empresa. Esses leitores detectarão os beacons atrelados aos ativos, objetos ou até funcionários das empresas, e enviarão essas informações através de uma rede wifi, para um servidor central responsável por mapear a localização de cada objeto na planta. Esse sistema central pode ser integrado a outros sistemas da empresa, realizando tarefas como reservas de salas de reunião, medição de tempos em processos, rastreabilidade de funcionários em áreas perigosas, controle de tempos e rotas logísticas internas ou, simplesmente, mostrando a posição de um item nas dependências da empresa.