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Avaliação patrimonial com RFID

O investimento na tecnologia é compensado pela qualidade e precisão dos resultados, além de permitir inventários frequentes – entre outros benefícios

Por Carlos Ribeiro

10 de novembro de 2016 - O final do ano está chegando e milhões de reais serão gastos na avaliação patrimonial, tradicionalmente feita com etiquetas e plaquinhas de códigos de barras. Boa parte das despesas serão com as terceirizações do processo de inventário, consolidação ou a realização de inventários repetidos de bens físicos – ou seja, do patrimônio –, para atender a legislação fiscal.

A maioria das empresas recorrem e insistem em usar somente um método de identificação dos bens, frequentemente, etiquetas com código de barras. Às vezes, utilizam até duas ou mais etiquetas ou plaquinhas de barcodes para não se perderem na contagem do patrimônio.

Carlos Ribeiro, CEO da SmartX of America
A decisão, normalmente tomada pela área financeira das empresas, faz com o mínimo custo a avaliação financeira dos ativos físicos, tendo como objetivo claro evitar desvios detectáveis pelos auditores contábeis que irão analisar os balanços e atender somente o processo de atualização sistêmica, via de regra por softwares de gestão empresarial (ERP da SAP, Oracle, Microsoft, Totvs, entre outros) ou outro sistema interno. O foco é a depreciação dos bens e reportar da melhor forma possível a saúde dos ativos físicos.

Com esta visão costumeira, perde-se a chance de cuidar do património com um olhar integrado e baseado nos processos logísticos e, assim, atender aos níveis de serviços exigidos pelos clientes.

Uma semana após as empresas terceirizadas contratadas fazerem o inventário patrimonial, inicia-se um novo ciclo de incertezas: se os bens físicos estão, por exemplo, em seus lugares e em bom estado. As "quase certezas" virão somente no final do ano seguinte, após um novo contrato ser realizado para revisar as plaquetas de códigos de barras do patrimônio e gerar um novo arquivo Microsoft Excel consolidado.

Acredito que a visão sobre a gestão de ativos com RFID deve estar integrada, o que simplifica drasticamente o processo de inventário em localidades múltiplas. Uma das vantagens desta proposta de gestão é o emprego da tecnologia de identificação múltipla do bem, o que inclui RFID tags, beacons, códigos de barras e digitação. Além disto, a importação das etiquetas atuais via Excel permite que, em poucos dias, a operação de inventário esteja rodando.