RFID Artigos

Internet das Coisas, um agente poderoso de transformação digital

IoT não é propriamente uma tecnologia, mas um conceito cuja implantação requer tecnologias habilitadoras, como identificação por radiofrequência (RFID)

Por Maurício Casotti

17 de março de 2016 - A transformação digital é um tema cada vez mais presente nas discussões estratégicas das organizações - em geral, empenhadas na busca de novas formas de gerar receitas, ou de operar de forma mais ágil e eficiente. Porém, embora reconheça a urgência dessa transformação, a maioria das organizações ainda não consegue visualizar seu futuro no mundo digital, o que torna um grande desafio a tarefa de construir uma visão estratégica e o consequente planejamento de recursos.

As iniciativas de transformação digital podem começar na conversão de processos e operações existentes na forma analógica para a digital. E, com o tempo, evoluir para a criação de novos modelos de negócio capazes de explorar as vantagens de ter “tudo conectado”, a qualquer momento e em qualquer lugar. Aí entra o conceito de Internet das Coisas (ou IoT, na sigla em inglês), que vem se tornando realidade no mundo graças à evolução tecnológica - e, também, modificando a maneira de fazer negócios.

Maurício Casotti, do CPqD
IoT não é propriamente uma tecnologia. É, sim, um conceito cuja implantação - por meio de uma aplicação - requer uma série de tecnologias habilitadoras, como identificação por radiofrequência (RFID), conectividade, computação em nuvem, modelos analíticos, computação cognitiva (inteligência), sensoriamento e segurança da informação, entre outras. A combinação dessas competências, aliada à tecnologia dos dispositivos inteligentes, torna a Internet das Coisas um poderoso agente de mudança.

Contudo, apesar do inquestionável potencial de transformação digital inerente a esse conceito, o Gartner alerta que a adoção de IoT pelas organizações ainda é lenta, pois elas têm encontrado dificuldades em visualizar a melhor forma de integrar os dispositivos inteligentes aos seus processos de negócio - e, com isso, em definir uma estratégia digital. Uma pesquisa realizada no Brasil pelo CPqD, com profissionais que atuam em diferentes segmentos da economia, confirma a tendência apontada pelo Gartner.

Segundo as informações obtidas nessa pesquisa, 35% das empresas ouvidas possuem alguma iniciativa em andamento relacionada a IoT, 42% planejam iniciar a implantação de iniciativas desse tipo em até um ano e 23% avaliam essa possibilidade a longo prazo. O levantamento do CPqD revelou, também, as principais dificuldades e desafios para o planejamento e implantação do conceito de IoT nas organizações: definição do modelo de negócio (28%), problemas para obter recursos para inovação (19%), falta de padronização da tecnologia (17%), retorno do investimento incerto (14%), riscos associados à segurança e privacidade (14%) e alta complexidade do desenvolvimento e implantação (8%).