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Internet das Coisas: dos celulares à robótica?

Com ou sem motoristas, as frotas privadas estão prontas para emergir como elos de rede da Internet das Coisas

Por Mary Catherine O'Connor

18 de fevereiro de 2015 - O prestador de serviços de transporte Uber anunciou recentemente seus planos de abrir o Uber Advanced Technologies Center, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, unindo forças com a Carnegie Mellon University (CMU). De acordo com a Uber, o trabalho no centro terá foco em mapeamento, segurança de veículo e transporte autônomo. A National Robotics Engineering Center (NREC), uma unidade de operação dentro do Robotics Institute (RI), da CMU, também integrará a parceria.

A notícia gerou burburinho em torno da ideia de que algum dia a Uber poderia trocar sua frota com motoristas por veículos sem condutor, capazes de ser conduzidos por meio de seus smartphones. As notícias do centro de tecnologia também chamaram as atenções, porque o Google, um dos principais investidores da Uber, também está investindo em carros autônomos.

Mas enquanto o carro autônomo é apenas um elemento interessante do sistema de transportes futuro, outras peças do quebra-cabeças das cidades inteligentes já estão em vigor. Uma dessas peças, que é completamente dependente de veículos, é a rede Wi-Fi desenvolvido pela Veniam, empresa com sede em Mountain View, na Califórnia, mas com raízes portuguesas [Mountain View é a cidade onde está sediado o Google].

Em 2005, João Barros, CEO da Veniam, e Susana Sargento, dois dos quatro fundadores da empresa, começaram a plantar as sementes da empresa na cidade portuguesa do Porto, onde mais de 600 veículos – incluindo mais de 400 ônibus, 150 táxis e uma frota de caminhões de coleta de lixo – agora levam o roteador Veniam Netrider Wi-Fi e servem como elos móveis de uma rede municipal de Wi-Fi. Todos os dias, 95 mil passageiros aproveitam o acesso Wi-Fi ao utilizar o sistema de transporte público da cidade e podem até mesmo fazer conexões intensivas sem muita preocupação com a perda de conectividade, explicou Barros para mim recentemente, devido aos algoritmos que a Veniam utiliza para gerenciar a rede. A própria rede é composta não só por pontos de acesso Netrider instalados em veículos, mas também pontos de acesso de posição fixa que fazem parte da infraestrutura de telecomunicações da cidade.

Assim funciona, nas palavras dele:

"No rádio, está tudo normalizado. Usamos 802.11P e redes celulares 3G e 4G, quando não temos uma conexão com a rede do veículo. Mas estas normas só definem como você está estabelecendo um link ponto-a-ponto. Nossa propriedade intelectual resolve problemas de rede fundamentais que aparecem quando seus nós não são estáticos e você precisa de gerenciamento de conexão. Eu me conecto a esse ponto de acesso? Ou aquele ponto de acesso ou aquele veículo, com base em quão rápido eu estou me movendo?

"A segunda peça é o controle de mobilidade. Como passageiro, você entra no ônibus e se conecta no Wi-Fi. Quando o ônibus se move e você está mudando para diferentes pontos de acesso, o que acontece se está assistindo a um vídeo ou fazendo uma chamada Skype? Nós fazemos todas as transferências entre esses elos para que você possa continuar a fazer essas coisas.