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RFID nas universidades brasileiras

O artigo de dois pesquisadores brasileiros aponta o estágio de desenvolvimento da tecnologia e alguns casos de sucesso apoiados pela academia no Brasil

Por Bruno Rógora Kawano* e Carlos Eduardo Cugnasca**

16 de julho de 2014 - A tecnologia de identificação por radiofrequência, também conhecida pela sigla RFID (Radio Frequency Identification), vem ganhando cada vez mais espaço e aplicações nas diversas áreas produtivas, tanto no Brasil como no mundo. Este cenário tem se intensificado, principalmente, depois dos anos 2000, período em que os custos de produção das etiquetas (tags) e implantação foram reduzidos a ponto de tornar esta tecnologia mais atraente para os setores industriais e de serviços.

Investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) realizados por institutos de pesquisa e universidades também têm contribuído para que a RFID se torne uma tecnologia mais acessível ao usuário final com aplicações em diversas áreas, notadamente em logística e segurança. Na esfera da pesquisa de RFID nas universidades, este retrato se confirma, principalmente quando se analisa o número crescente de artigos científicos e patentes publicadas nos últimos anos.

Figura 1: detalhe do capacete com tags e da empilhadeira com antenas. Fonte: apresentação da AMBEV no Prêmio ABRALOG 2013
Uma pesquisa recente, premiada pela Associação Brasileira de Logística (ABRALOG) em 2013, foi realizada em três laboratórios de pesquisa: o Centro de Inovação em Sistemas Logísticos, o Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI) e o Departamento Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS), todos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

A partir da necessidade de uma importante empresa do setor de bebidas, a AMBEV, concebeu-se um caso de sucesso de aplicação desta tecnologia. Trata-se de um sistema que utiliza a tecnologia RFID para evitar atropelamentos de pessoas por empilhadeiras nos armazéns de bebidas da AMBEV, situados na cidade de Guarulhos (SP) (Figura 1).

Neste sistema, que já foi validado e implantado, foram instaladas em cada empilhadeira da empresa, quatro antenas UHF (Ultra High Frequency) que captam os sinais das etiquetas passivas RFID (conhecidas como tags), as quais foram coladas nos capacetes (frente, trás e lados e em cima), item de segurança obrigatório das pessoas que transitam a pé nos armazéns da empresa, para que o funcionário, mesmo agachado, possa ser identificado nas imediações das empilhadeiras.