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Stakeholders de RFID precisam se preparar para a Internet das Coisas

A Internet das Coisas vai representar riscos e oportunidades significativas para muitos da indústria de RFID nos próximos 24 meses

Por Scot Stelter

26 de maio de 2014 - Este mês, um estudo publicado pela Pew Research Center's Internet Project pôs a Internet das Coisas (Internet of Things ou ainda IoT) para além da imprensa especializada em CIOs e largou-a em praça pública. O Pew IoT study solicitou previsões de como a Internet das Coisas ficará em 2025 para cerca de 2.000 "especialistas", com resultados previsivelmente divergentes. A imprensa popular, incluindo The New York Times, USA Today e The Huffington Post, está lutando para dar sentido a isto. Às vezes, soa mais como Hollywood do que o Vale do Silício.

O impacto no consumidor domina o noticiário, incluindo computação vestível, sensores médicos subcutâneos e lares inteligentes. A identificação por radiofrequência é raramente mencionada e a sobreposição com a Internet das Coisas parece pequena. Uma pesquisa recente do RFID Journal perguntou a seus leitores para caracterizar as impressões sobre a Internet das Coisas; uma das escolhas era "uma palavra da moda sem muita substância". Seria fácil para os profissionais de RFID selecionar esta opção, mas isso seria um erro, pois a Internet das Coisas vai ter um impacto significativo nos mercados de RFID durante os próximos dois anos.

A Internet das Coisas é o resultado natural de eletrônica embarcada de baixo custo e uma rede global em maturação que permite que dispositivos e objetos troquem dados. Suas raízes podem ser traçadas desde 1980 quando soluções de telemática empregaram protocolos proprietários via satélite, rádio e tecnologia de comunicação celular para monitorar e controlar remotamente veículos e equipamentos. Trinta anos de padronização, a Lei de Moore e o desenvolvimento de protocolos nos deixaram com um corpo crescente de métodos aceitos e componentes de baixo custo para interconectar uma "nuvem" de dispositivos distribuídos globalmente. Alguns destes dispositivos se conectam diretamente à Internet, enquanto outros se conectam por gateways. Sob essa visão, o leitor comum de RFID é apenas um gateway de Internet das Coisas, com a RFID sendo apenas um dos muitos sensores "de últimos metros" [um paralelo com o conceito de "última milha"].

As estimativas para o número de dispositivos conectados variam de 50 bilhões para 200 bilhões em 2020. Estes números estão considerando o investimento em circuitos integrados, sensores, atuadores, equipamentos de telecomunicações e software que superam a RFID. No ano passado, o Google sozinho investiu perto de US$ 5 bilhões em negócios relacionados com a Internet das Coisas, incluindo suas aquisições de 2013, como a empresa de termostatos inteligentes Nest Labs e pelo menos outras sete de robótica. A Microsoft renomeou seu time de computação embarcada depois da IoT e está declaradamente aumentando seu quadro de pessoal nesta área. A Microsoft Research lançou um sistema operacional para dispositivos domésticos conectados e uma plataforma de desenvolvimento "Lab of Things" (Laboratório das Coisas). A General Electric alocou um bilhão de dólares para o "Industrial Internet". E a Intel lançou uma nova unidade chamada de IoT Solutions Group, com um roteiro expandido de processadores e gateways para dispositivos da Internet das Coisas.

Há um enxame de empresas de plataforma de software para Internet das Coisas, incluindo Jasper Wireless, no valor de cerca de US$ 1 bilhão, o que garantiu $ 50 milhões em financiamentos Série F, no mês passado, ao premiado ThingWorx, que comprou a PTC por US$ 112 milhões em dezembro e várias startups energéticas, como a Ubidots. Estas empresas permitem que os desenvolvedores criem soluções de Internet das Coisas com plataformas de fácil uso e desenvolvimento e/ou serviços em nuvem para conectar dispositivos. Os preços para conectar um dispositivo simples são tão baixos quanto US$ 1 ao mês. Alguns serviços oferecem uma camada livre para cultivar a crescente comunidade de desenvolvedores de código aberto.