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RFID Orgânico, uma visão de futuro

O chamado ORFID promete ter dentro de alguns anos custos bem menores do que o RFID utilizado atualmente, graças aos avanços da Eletrônica Orgânica

Por Pedro Rebello

15 de março de 2013 - A RFID (Radio-Frequency IDentification ou identificação por radiofrequência), como o próprio nome já diz, é uma tecnologia de identificação automática através de sinais de radiofrequência. Esta tecnologia é composta por etiquetas inteligentes, tags (etiquetas), readers (leitores) e um sistema de processamento de dados, conhecido também como middleware RFID.

A comunicação é realizada pelo reader, que transmite um sinal de radiofrequência através de sua antena para a tag; esta recebe o sinal pela sua própria antena, ativando o microchip acoplado na mesma. Este microchip processa o sinal de resposta que é refletido pela antena para o leitor (processo conhecido como backscatter), nos casos das etiquetas passivas, e transmitido, nos casos das etiquetas ativas e semi-passivas.

Atualmente, essa tecnologia vem sendo empregada na cadeia de suprimentos, processos logísticos, identificação e gerenciamento de produtos e de documentos e se apresenta, em muitos casos, como alternativa ao processo de identificação por códigos de barras. Entretanto, um dos principais empecilhos para a adoção desta tecnologia é o custo de fabricação das etiquetas, por volta de dezenas de centavos, fazendo com que as empresas ainda prefiram o código de barras para itens de baixo valor agregado, em uma cadeia de suprimentos.

Porém, tal cenário começa a mudar com o surgimento da Eletrônica Orgânica impressa, novo ramo da eletrônica, no qual dispositivos flexíveis orgânicos, como displays luminescentes, células fotovoltaicas e circuitos integrados, são fabricados por deposições de camadas de polímeros eletrônicos, processados na forma de tinta e impressos usando, por exemplo, impressoras a jato de tinta de alta resolução, com muito menos desperdícios, e em diferentes tipos de substratos como papéis, vidros e plásticos.

Podemos citar como principais vantagens da Eletrônica Orgânica o baixo custo de materiais e de processamento, além da flexibilidade estrutural de suas moléculas, fazendo com que essa nova tecnologia seja promissora e venha a ser uma potencial substituta para os códigos de barras, pois irá baratear o custo das tags RFID, incentivando sua adoção em larga escala.

Estas etiquetas compostas por uma antena e um microchip poderão ser impressas diretamente nas embalagens dos produtos, pois serão flexíveis, resistentes a impactos, e a um custo muito reduzido quando comparadas às etiquetas RFID comerciais disponíveis hoje, chegando a custar em torno de unidades de centavos, o que não onerará o valor agregado aos produtos.