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A importância da padronização para o RFID

A padronização e regulamentação de etiquetas e equipamentos de RFID são cada vez mais importantes e necessárias atualmente

Por Luiz Costa

19 de fevereiro de 2013 - Com a crescente demanda e o aumento do número de empresas que estão adotando a tecnologia RFID, a padronização e regulamentação de etiquetas e equipamentos que envolvam a tecnologia RFID hoje se tornam cada vez mais importantes e necessárias.

Com a padronização e a utilização do Código Eletrônico do Produto (EPC), através do órgão regulador internacional EPCglobal, representado no Brasil pela GS1 e responsável pela normalização da informação contida nas tags de RFID, a disseminação dos sistemas de RFID está se tornando realidade e, por isso, a sua padronização mais urgente.

Antigamente, cada empresa tinha sua codificação proprietária. Por esse motivo, era muito difícil por parte dos distribuidores conseguirem descodificar cada informação contida nas diversas etiquetas existentes no mercado. Verificava-se que cada um deles possuía um determinado tipo de codificação. Tais diferenças nessas codificações dificultavam a operação e a disseminação da tecnologia RFID no mercado.

Hoje, com a codificação normalizada pela EPC, torna-se possível, para quem segue este padrão, enviar seus produtos tagueados para qualquer distribuidor e o mesmo, caso possua um sistema leitor de RFID, poderá identificá-los sem qualquer dificuldade.

Tal codificação é de elevada importância para a integração e globalização dos sistemas de RFID e para a interligação e localização em tempo real de todos os itens etiquetados por esses sistemas.

Adicionalmente, os leitores de RFID também devem ser homologados pelos órgãos regulamentadores locais, de acordo com sua faixa de frequência. Mesmo porque, o sistema RFID é um sistema de radiação restrita que opera em caráter secundário (Banda livre de frequências).

Nenhum equipamento de caráter secundário pode interferir em equipamentos de caráter primário (frequências pagas), estando sujeito a interferências de bandas laterais respeitantes a sinais alocados em bandas primárias.

Por isso uma análise prévia do local de instalação de um sistema RFID é de suma importância para analisar o espectro eletromagnético presente neste local, podendo dessa forma determinar se o sistema RFID será alvo de algum sinal presente na banda desejada de operação.

Para o padrão brasileiro UHF, por exemplo, a faixa de operação RFID sintoniza as faixas de 902 a 907,5MHz e de 915 a 928MHz. Esta é uma faixa de caráter secundário, ou seja, na banda intermediária entre 907,5MHz e 915MHz, na qual o sistema RFID não poderá operar, sendo passível de multa por parte do órgão de regulamentação local, a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL),caso isso aconteça.

Todo equipamento que trabalhe no Brasil na faixa UHF tem que ser utilizado nessa faixa de frequência, com potência máxima de saída de até 30 dBm (1W) para que esteja de acordo com a regulamentação nacional vigente.

Tais padronizações e regulamentações são de suma importância para que o RFID seja parte integrante no processo de controle, tanto no processo produtivo e logístico quanto na localização de itens em lojas no futuro, podendo ser uma importante parte do conceito de Internet das Coisas.

Nesse futuro não muito distante os itens “conversarão” entre si sem intervenção humana, interligados através de um sistema de leitura e armazenamento de informação global onde as etiquetas RFID identificarão cada item através do seu código de EPC único.

Luiz Costa é engenheiro de telecomunicações do RFID Center Of Excellence (RFID CoE), Sorocaba (SP)
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