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FAB ganha destaque com RFID na França

O case que será apresentado no RFID Journal LIVE! Brasil 2012, na semana que vem, gerou artigo para o Congresso Internacional RFID 2012

Por Renata Rampim de Freitas Dias

19 de novembro de 2012 - Nos dias 5, 6 e 7 de novembro em Nice, na França, aconteceu o Congresso Internacional RFID, evento que contou com a participação de empresas europeias que trabalham com RFID. Dentre elas, podemos destacar a CNR Santé (Centre National de Réfernece Santé à Domicile + Autonomie), Biolog-id, French National RFID Center, Delta Microelectronics e Frequentiel.

Juntamente com este Congresso, ocorreu o evento IEEE RFID-TA 2012, onde apresentei o artigo intitulado “RFID in the Central Warehouse of Refundable Uniforms Supply Sub Directorate”, escrito por mim, pelo meu professor de doutorado na UNICAMP professor Hugo Figueroa, o Capitão Robson Teles Peixoto da Aeronáutica e pela professora Lívia Aparecida de Almeida e Sousa, da Universidade da Força Aérea.

O trabalho apresentou uma análise do efeito causado pela implantação da automação logística no processo de separação de itens de fardamento reembolsável da Força Aérea Brasileira (FAB). Este sistema de automação compreende esteiras automatizadas, um transelevador e o sistema RFID totalmente integrados. A tecnologia RFID está presente em duas cabines que fazem a contagem da quantidade de itens das caixas de armazenamento de artigos de fardamento da FAB.

O sistema RFID tem que contar 100% dos itens contidos nas caixas e, para isto ocorrer com perfeição, houve a necessidade de um estudo aprofundado do sistema de identificação por radiofrequência (RFID). Além disso, os itens pequenos também deveriam ser contados com precisão: para este procedimento, foi desenvolvida uma embalagem plástica apropriada para a fixação da etiqueta RFID.

Gostaria também de enfatizar alguns tópicos apresentados neste Congresso. Alguns trabalhos apresentaram estudos sobre as etiquetas RFID sem chip, ou seja, Passive Chipless RFID. Inclusive com sistema de sensores de temperatura integrados. Uma avaliação bastante interessante sobre essas etiquetas sem chip mostrou que não são como um código de barras, pois não precisam de direcionamento entre o coletor e a etiqueta para serem lidas. Não são também uma etiqueta RFID com chip, pois não contêm muitas informações. A etiqueta sem chip é uma tecnologia intermediária entre código de barras e RFID.

Outros tópicos abordados foram “segurança e privacidade”, focando principalmente a segurança nos protocolos RFID utilizados. “Novos tipos de etiquetas”, resaltando o baixo custo de produção das mesmas. “Outros tipos de utilização para os sistemas baseados em RFID”, como em próteses humanas, como utensílio para catástrofes ambientais e na manutenção dos percursos dos trens de alta velocidade no Japão.

O Brasil também estava presente, além do artigo que citei anteriormente, com o CEITEC, representado por Rafael Soares, com o pôster intitulado: “A Semi-Passive UHF RFID Tag Compliant with Brazilian National Automated Vehicle Identification System (SINIAV)” e o artigo “Complete Software Defined RFID System Using GNU Radio”, um trabalho em cooperação entre a ESISAR (França) e a Universidade Federal de Campina Grande (Brasil).

Aproveito a oportunidade para agradecer a Força Aérea Brasileira, nas pessoas do Brigadeiro Eurico e do Capitão Robson, por permitir que este grandioso trabalho de automação envolvendo esta fantástica tecnologia que é a RFID fosse apresentado ao mundo. Na semana que vem, este case da FAB será apresentado a fundo pelo próprio Capitão Robson no primeiro RFID Journal LIVE! Brasil, a ser realizado nos dias 29 e 30 de novembro, no Espaço APAS – Centro de Convenções, em São Paulo.

Eu também estarei no RFID Journal LIVE! Brasil, como palestrante da “Universidade RFID”. Até lá!

Renata Rampim de Freitas Dias é consultora em RFID e professora associada ao Centro de Excelência em RFID (RFID CoE).
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