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Compras de fim de ano, RFID e Cadeia de Abastecimento

Com a chegada das festas de final de ano, a identificação por item deve estar na lista de desejos de todos os varejistas e fabricantes

Por Pedro Goyn

1 de novembro de 2012 - O computador diz que um item está na prateleira, mas quando o varejista vai buscar o produto, o mesmo não está onde deveria ou não se encontra no estoque. Para os varejistas, assim como para os fabricantes, a visibilidade na cadeia de abastecimento é um dos fatores mais importantes na gestão eficaz do estoque ao longo do ano.

E, durante a temporada de natal, a necessidade de uma visibilidade completa é ampliada ainda mais com os clientes que vão às lojas na esperança de conseguir o presente perfeito. Por essa razão, muitos varejistas e fabricantes estão se voltando para a adoção da tecnologia RFID para identificação por item como uma ferramenta para ajudá-los a ver e fazer mais dentro de suas operações.

A identificação por item envolve pequenas etiquetas RFID incorporadas nas etiquetas do produto, permitindo que cada item seja rastreado desde a produção. A solução permite aos varejistas e fabricantes acompanhar o estoque ao longo do ciclo de vida de um produto, melhorando a visibilidade na cadeia de abastecimento.

Além disso, o uso beneficia também os clientes, pois auxilia as lojas a permanecerem abastecidas com os produtos que eles desejam comprar.

Diante dessa necessidade, as grandes empresas estão investindo cada vez mais na identificação por item por sistema RFID. Só no ano passado, Wal-Mart e Macy’s anunciaram a implantação da identificação por produto por RFID em suas operações, mas esses grandes varejistas não são os únicos que estão adotando esse tipo de tecnologia. Segundo a ABI Research, até 2016 o mercado de identificação por item deverá crescer anualmente, somente nos mercados americanos e europeus, a uma taxa de 37%.

Por que o interesse renovado na identificação por item?

Durante anos, a marcação de caixas e de pallets era considerada o padrão para a cadeia de varejo, mas a tecnologia deixou muito a desejar em termos de visibilidade e precisão. Os varejistas enfrentam contagens de inventários não confiáveis, com níveis de precisão, às vezes, abaixo de 60%.

Esses números são inaceitáveis para os varejistas que já estão enfrentando margens cada vez menores e precisam oferecer aos clientes o produto certo na hora certa, a fim de efetivar uma venda.

Talvez um dos maiores impulsionadores da recente tendência de maior adoção do RFID são os avanços na tecnologia na identificação por produto. Os chips têm aumentado em sensibilidade, enquanto as taxas de falha caem drasticamente. Por exemplo, os índices de falhas do chip já foram de aproximadamente 15%, mas nos dias atuais são apenas de 1% a 2%.

Além disso, há uma proliferação de leitores de etiquetas RFID, ativos ou passivos, que permite aos fabricantes e varejistas optar pelo tipo de scanner mais adequado para sua indústria. Outro beneficio é que a implantação da RFID complementa as aplicações da tecnologia do código de barras nas operações da cadeia de suprimentos, permitindo a verificação de diversos itens ao mesmo tempo.